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Onde fica e como é o parque Thermas dos Laranjais, em Olímpia, onde adolescente de 15 anos morreu

Caso ocorreu na segunda, 15, é investigado pela polícia. A direção do parque diz estar à disposição das autoridades

17 set 2025 - 12h52
(atualizado às 17h16)
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Alerta: a reportagem abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao fim do texto onde buscar ajuda.

Um adolescente de 15 anos morreu após cair de um tobogã do parque Thermas dos Laranjais, em Olímpia. O caso, registrado na segunda-feira, 15, é investigado como "morte suspeita" pela Polícia Civil do Estado. A direção do parque diz estar à disposição das autoridades.

Conhecida como a 'Orlando brasileira', em referência ao destino turístico na Flórida, nos Estados Unidos, a cidade fica 430 quilômetros de São Paulo, e tem uma localização estratégica - entre São José do Rio Preto e Ribeirão Preto e perto do Triângulo Mineiro.

Ela recebe 4,8 milhões de turistas por ano. Já tem mais de 34 mil leitos de hospedagem, e planos de chegar a 40 mil até 2027. Os parques aquáticos Thermas dos Laranjais e Hot Beach estão entre os mais famosos do País.

Por conta do potencial turístico, ela deve ganhar em dois anos um aeroporto internacional - o terceiro do Estado de São Paulo, que tem outros em Guarulhos (Cumbica) e Campinas (Viracopos).

O Thermas dos Laranjais é o parque mais visitado da América Latina - no ano passado, cerca de 2 milhões de pessoas estiveram em suas atrações.

Uma nova atração do parque está prevista para ser inaugurada ainda neste ano, antes do verão. Trata-se de uma atração que ganhou o nome de 'Anaconda', como o maior toboágua do mundo - um exemplar igual está instalado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O brinquedo faz parte do 'Nações', um novo complexo de toboáguas instalado no parque, com investimento de R$ 60 milhões.

Morte de adolescente

O delegado Marcelo Pupo, responsável pelo caso, informou ao Estadão que "a principal linha de investigação aponta para suicídio, devido às imagens das câmeras de segurança". A gravação, segundo ele, demonstra que o jovem "não escorregou nem foi empurrado". Antes de concluir a investigação, no entanto, o policial pretende coletar depoimentos dos familiares do adolescente e analisar os conteúdos no celular dele. A família foi embora da cidade logo após a morte, e, por isso, ainda não foi ouvida pela polícia.

Advogado do parque, Mateus Sandrin de Avila afirmou à polícia que o toboágua onde ocorreu a queda tem autorização de todas as autoridades competentes.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

  • Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

  • Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

  • SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. A lista com os endereços dos Caps na cidade de São Paulo pode ser conferida aqui.

  • Mapa da Saúde Mental

site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

Estadão
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