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O que se sabe sobre o desabamento no Brás que deixou dezenas feridos

Imóvel comercial na Rua Maria Joaquina abrigava confecção de roupas, não possuía alvará dos bombeiros e foi interditado após o colapso

7 nov 2026 - 10h54
(atualizado às 11h07)
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Resumo
O desabamento do teto de um prédio comercial no Brás, centro de São Paulo, deixou 27 feridos na noite de sexta-feira. No momento do acidente, 35 pessoas estavam no imóvel, que abrigava uma loja de tecidos e não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente. Sobreviventes relataram estalos e rachaduras prévias no local. As buscas mobilizaram dezenas de bombeiros, enquanto a Defesa Civil interditou um comércio vizinho. A polícia investiga as causas técnicas do colapso estrutural.

O teto de um edifício comercial de quatro andares desabou na noite de sexta-feira no Brás, tradicional bairro de comércio têxtil localizado na região central de São Paulo. No momento do desabamento no Brás, 35 pessoas estavam no imóvel situado na Rua Maria Joaquina, a maioria funcionários em expediente de trabalho. Das pessoas presentes na edificação, 27 ficaram feridas e precisaram de atendimento médico, enquanto oito ocupantes conseguiram deixar o espaço por conta própria durante o início do colapso estrutural.

Local do desabamento
Local do desabamento
Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros de SP / Perfil Brasil

O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência por volta das 18h38, mobilizando 51 bombeiros e 17 viaturas operacionais, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil. Quatro das vítimas retiradas dos escombros foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca apresentando ferimentos leves, todas em estado de saúde estável e sem risco de morte. Durante a madrugada de sábado, as operações de busca foram temporariamente interrompidas devido à instabilidade do terreno e ao risco iminente de colapso total da estrutura remanescente, sendo retomadas nas primeiras horas do dia com o auxílio de retroescavadeiras da Prefeitura de São Paulo.

Irregularidades documentais e investigações das causas

A corporação confirmou que o imóvel onde funcionava a loja de tecidos Venom não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente, documento obrigatório que atesta o cumprimento de normas técnicas de segurança e prevenção contra acidentes. Um estabelecimento vizinho, a Clay Têxtil, também sofreu impactos com a queda dos escombros e recebeu notificação de interdição preventiva pelas autoridades municipais.

Cronologia e Estrutura do Atendimento no Brás
├── Sexta-feira, 18h38: Chamado inicial para atendimento ao desabamento
├── Atendimento: 27 retirados por resgate e 8 saídas por conta própria
├── Mobilização: 51 bombeiros, 17 viaturas e cães farejadores
└── Sábado de manhã: Retomada com retroescavadeira e vistorias da Defesa Civil

Relatos de sobreviventes apontam que o edifício já apresentava rachaduras visíveis e que estalos foram ouvidos momentos antes da queda da cobertura. As causas do acidente seguem sob investigação técnica pelos órgãos competentes da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou nas redes sociais que o governo estadual monitora o atendimento prestado às famílias atingidas e a fiscalização pericial dos imóveis no entorno da área afetada.

Perfil Brasil
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