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No Rio, ir a aglomeração será crime de desobediência

Pessoas flagradas desrespeitando as recomendações serão levadas para delegacias e autuadas

5 mai 2020
23h20
atualizado em 6/5/2020 às 07h41
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RIO - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou nesta terça-feira, 5, que vai aumentar a fiscalização para punir quem está descumprindo as medidas de isolamento social decretadas pelo governo do Estado. Agora, a ordem é que a Polícia Militar feche estabelecimentos que estejam abertos sem autorização ou permitindo aglomerações. Pessoas flagradas em aglomerações serão levadas para delegacias e autuadas pelo crime de desobediência.

Passageiros caminham em plataforma da Central do Brasil, no Rio de Janeiro
24/03/2020
REUTERS/Ricardo Moraes
Passageiros caminham em plataforma da Central do Brasil, no Rio de Janeiro 24/03/2020 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

A decisão de intensificar a fiscalização foi tomada durante reunião de Witzel com representantes do Ministério Público (MP-RJ) e da Defensoria Pública do Estado do Rio.

Segundo Witzel, nos últimos dias houve aumento da população nas ruas. O isolamento estaria sendo respeitado por apenas 40% da população. O governador reforçou o pedido para que as pessoas só saiam de casa para serviços essenciais, como compra de alimentos ou ida ao médico.

"Estamos intensificando essas medidas para impedir que a população se contamine e tenhamos mais pessoas indo para os hospitais públicos e privados, que estão no seu limite de atendimento", disse o governador.

A decisão de Witzel ocorre um dia depois que ele recebeu de um grupo de aproximadamente dez profissionais renomados de Saúde uma carta pedindo a radicalização do isolamento social no Estado para conter o avanço do coronavírus. As medidas, discutidas durante reunião na última quinta-feira, 30, incluem o bloqueio de estradas e a proibição efetiva da circulação de pessoas e veículos, que têm aumentado nas últimas semanas.

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