Neto é alvo de operação policial por suspeita de desviar mais de R$ 30 milhões da avó
Suspeito teria movimentado milhões das contas da avó ao longo de anos, segundo investigação da Polícia Civil de Goiás
Um homem foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás que apura o desvio de aproximadamente R$ 35 milhões das contas da própria avó. Conforme as investigações, ele passou a administrar o patrimônio da idosa após a morte do marido dela, em 2009, e teria sacado mais de R$ 1,4 milhão apenas dois dias depois do falecimento dela, ocorrido em maio de 2024.
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Ao Terra, o delegado Alexandre Bruno, responsável pela investigação, afirmou que uma das herdeiras identificou movimentações financeiras elevadas tanto antes quanto após a morte da idosa. Diante da falta de prestação de contas, ela tentou resolver a situação de forma amigável, mas não houve acordo. Em seguida, procurou a Polícia Civil, que instaurou inquérito e apurou os fatos.
Na segunda-feira, 13, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do neto e da mãe dele, também investigada por possível participação no esquema, em Firminópolis (GO). De acordo com a polícia, duas armas de fogo irregulares foram encontradas no local, o que levou o suspeito a ser preso em flagrante por posse ilegal. Ele, no entanto, foi liberado após o pagamento de fiança.
Segundo as investigações, o neto teria também atuado com o auxílio de outros suspeitos no desvio dos valores, entre eles gerentes de banco, proprietários de cartórios e fazendeiros da região.
A operação, que teve familiares da vítima como alvo, foi batizada de Operação Milionários Infiéis e investiga crimes de exploração financeira e estelionato. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, por meio de atuação conjunta da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai) de Goiânia/1ª DRP e da Delegacia de Polícia de Firminópolis/7ª DRP.
As apurações estão em fase final e o inquérito será encaminhada ao Judiciário para responsabilização dos envolvidos. Segundo a Polícia Civil, houve bloqueio de bens superiores a R$ 30 milhões.
De acordo com o delegado Alexandre Bruno, o suspeito conseguiu manter os desvios por anos justamente por contar com a confiança da família. “O neto foi criado pelos avós e gozava da confiança plena de ambos. Foi ensinado a lidar com a fazenda, a criação de gado e investimentos. A família só passou a desconfiar após o falecimento da idosa, já que uma grande quantia havia sido movimentada por ele sem explicações. Ele ficou mais de cinco anos à frente da gestão dos bens”, afirmou a autoridade policial.
Os nomes dos investigados não foram divulgados pela Polícia Civil, e o Terra não conseguiu localizar suas defesas. O espaço permanece aberto para manifestações.
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