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'Não vamos acusar a comunidade nem a polícia', diz Doria sobre mortes em Paraisópolis

No entorno do governador, massacre é tratado como pior crise da gestão; nove jovens morreram após ação da PM

6 dez 2019
15h05
atualizado às 15h23
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SÃO PAULO - Depois de mudar o tom em relação ao massacre de Paraisópolis e determinar uma mudança de protocolo da Polícia Militar, o governador João Doria disse nessa sexta-feira, 6, que não tem "compromisso com erro" e chamou de "dramático" o episódio.

No último domingo, uma ação da PM causou a morte de 9 jovens em um baile funk na favela de Paraisópolis, nazona sul de São Paulo. Na segunda-feira o governador saiu em defesa da corporação e disse que a letalidade não foi provocada pela PM.

No entorno de Doria, o caso é tratado como a maior crise da sua gestão e a primeira reação do tucano foi considerada um erro.

O governador João Doria recebeu familiares de vítimas da tragédia em Paraisópolis
O governador João Doria recebeu familiares de vítimas da tragédia em Paraisópolis
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo / Estadão

Em discurso para uma plateia de empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o governador chegou a ficar com a voz embargada ao falar da tragédia e disse que, na próxima segunda-feira, vai receber representantes da comunidade e familiares das vítimas.

"Nesse momento dramático de Paraisópolis, ao invés de uma atitude impositiva, generalista ou de acusação a um ou outro, não vamos nem acusar a comunidade nem acusar a polícia. Buscamos o diálogo", disse Doria.

Em outro momento de sua fala, o tucano defendeu a comunidade e a PM.

"O fácil era ser um oportunista ou populista, como alguns foram, ou agir generalizando e dizendo que a culpa é da comunidade. Não é verdade, A maioria expressiva dos que vivem em comunidade são pessoas de bem. Também não é verdade dizer que a polícia é insensível e violenta. Seria o mesmo erro do outro lado da moeda", disse Doria.

O governador também aproveitou seu discurso no almoço do Lide, grupo fundado por ele e hoje comandado por seu filho, para fazer um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro.

Disse que não há "nada melhor que a democracia" e que seu eixo é o centro, longe dos extremos, "Nunca advoguei o ódio e a contenda como princípio básico de vida"

Estadão
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