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'Não havia ação preventiva', diz prefeito em exercício de SP

Prefeitura não informou onde Covas está; Tuma destacou diversas vezes que o prefeito 'está presente' mesmo licenciado

11 mar 2019
13h38
atualizado às 14h00
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Prefeito em exercício de São Paulo, Eduardo Tuma disse nesta segunda-feira, 11, que não havia nada que pudesse ter sido feito antes para evitar a tragédia que aconteceu na cidade com a forte chuva desta madrugada. Pelo menos 11 pessoas morreram e quatro ficaram feridas em São Paulo e na região metropolitana.

"Não havia ação preventiva que pudesse corrigir o que aconteceu. O volume de chuva foi muito maior do que o esperado", afirmou. Tuma assumiu o comando a cidade nesta segunda-feira, após o prefeito Bruno Covas se licenciar por 15 dias por motivos pessoais.

Carros são encobertos pela água em empresa na Avenida Henry Ford, zona leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (11)
Carros são encobertos pela água em empresa na Avenida Henry Ford, zona leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (11)
Foto: Bruno Rocha / Fotoarena / Estadão

A Prefeitura não informou onde Covas está, mas Tuma destacou diversas vezes que o prefeito "está presente" mesmo licenciado e, de longe, coordena as ações. Questionado se o prefeito pretendia retornar da licença antes do previsto, Tuma não respondeu.

O coronel José Roberto, secretário de Segurança Urbana, disse que a situação excepcional ocorreu porque o esperado de chuva para todo o mês seria 170 mm, mas o acumulado dos últimos 11 dias já ultrapassa os 160mm. "Desde 2006 não tínhamos um volume tão grande de chuva na cidade. E em alguns pontos da cidade, como n Vila Prudente e Ipiranga, o volume foi ainda maior", disse.

Tuma e os secretários insistiram que a prefeitura adotou todas as ações que eram necessárias. Alexandre Modonezi, secretário das subprefeituras, disse que a limpeza de bocas de lobo e galerias estava sendo feita, mas não suportou o volume de água que veio dos rios que transbordaram. "Não era água da rua, mas dos rios", afirmou.

Caminhões de hidrojato, que desentopem as bocas de lobo e galerias, estão em operação na Marginal do Tietê e na região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, para ajudar a drenar a água. Desses caminhões, 14 estão na Marginal - que, segundo a prefeitura, continua intransitável em alguns pontos da faixa central.

Caos em São Paulo

As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo e o Grande ABC na noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, 11, causaram diversos transtornos. Às 12h45, a Defesa Civil confirmou 11 mortos.

Segundo a Defesa Civil, somente em Ribeirão Pires, na região metropolitana de São Paulo, foram registrados quatro óbitos e dois feridos no desabamento de uma casa após deslizamento de terra.

Na avenida do Estado, na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul, quatro pessoas foram arrastadas pela enxurrada e morreram por afogamento, de acordo com a Defesa Civil. São três em São Caetano e uma em São Paulo. Outras 12 pessoas foram resgatadas - sendo quatro mulheres e 8 crianças, segundo o Corpo de Bombeiros.

Com o transbordamento do Rio Tamanduateí, a situação na região do Ipiranga, na zona sul, é a mais crítica e a área segue em estado de alerta desde 20h40 deste domingo.

As Marginais do Pinheiros e do Tietê estão travadas em diversos pontos e os motoristas saem dos veículos enquanto aguardam o trânsito desafogar.

Em São Bernardo do Campo, um motociclista morreu afogado. Foram registrados na cidade muitos alagamentos e quedas de árvore. Um deslizamento em Embu das Artesteve três vítimas socorridas - sendo uma delas uma criança que veio a óbito no hospital.

Santo André teve uma vítima de afogamento e muitos alagamentos. São Caetano do Sultambém sofreu com muitos pontos de alagamento.

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Estadão
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