Mulher presa em clínica geriátrica com arsenal é solta menos de 24 horas após operação em Passo Fundo
A investigada foi identificada pelas iniciais M.J.O.M. e seria gestora do residencial localizado na Rua Morom, bairro Boqueirão
Menos de 24 horas após ser presa durante uma operação que resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal dentro de uma clínica geriátrica, uma mulher de 54 anos foi colocada em liberdade. A decisão foi tomada na audiência de custódia realizada no início da noite da última quarta-feira (02). A investigada foi identificada pelas iniciais M.J.O.M. e seria gestora do residencial localizado na Rua Morom, bairro Boqueirão.
A ação, que chocou moradores da cidade, teve início na noite de segunda-feira (01), quando o 3º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar localizou, em diferentes endereços, armas de uso restrito, drogas e equipamentos utilizados em crimes como furtos e clonagem de veículos. Um dos locais revistados, com autorização de um funcionário, foi justamente a clínica geriátrica, onde estavam escondidos diversos armamentos, entre eles seis fuzis e três espingardas.
A defesa da gestora, representada pelo advogado Alisson Doneda, afirmou em nota que a soltura foi correta, alegando irregularidades na forma como a prisão foi conduzida. "Logramos êxito em demonstrar ilegalidades praticadas durante a prisão e o ingresso no local, sobretudo a ausência da proprietária e a falta de conhecimento sobre a presença do armamento", declarou.
Além das armas, a operação resultou na apreensão de quase cinco quilos de cocaína, centenas de gramas de crack e maconha, rádios comunicadores, placas de veículos, aparelhos eletrônicos usados para furtos e R$ 690 em espécie. Dois homens foram presos e autuados por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e receptação. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a conexão entre os envolvidos e a real função da clínica no esquema criminoso.
Veja a posição da defesa:
"A concessão de liberdade foi assertiva, pois logramos êxito em demonstrar ilegalidades praticadas durante a prisão e o ingresso no local sobretudo a ausência da proprietária e a falta de conhecimento sobre a presença do armamento no local. O trabalho defensivo é, nesses momentos ser a voz daqueles que são silenciados."