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MTST fecha avenidas e cobra compromissos da prefeitura de SP

6 nov 2014
20h40
atualizado às 21h15
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O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) paralisou avenidas da capital paulista na noite desta quinta-feira para cobrar solução de moradia para as ocupações do movimento. A Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste, foi fechada nos dois sentidos. Na zona sul, os manifestantes fecharam a Avenida Francisco Morato.

<p>Manifestantes ateam fogo em pneus na avenida Jacu-Pêssego</p>
Manifestantes ateam fogo em pneus na avenida Jacu-Pêssego
Foto: Peter Leone / Futura Press

O primeiro protesto ocorreu na avenida Jacu-Pêssego, na zona leste. De acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 100 pessoas participaram da manifestação. O grupo ateou fogo em pneus e a PM dispersou os integrantes do MTST com o uso de bomba de gás lacrimogênio. Os bombeiros foram ao local apagar o incêndio. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que às 19h09 a via foi totalmente desobstruída.

A avenida Francisco Morato estava, às 20h20, interditada em ambos os sentidos, na altura da rua José Valter Seng, em razão da segunda manifestação. A PM afirma que cerca de 300 pessoas participam do ato. Os manifestantes também atearam fogo a pneus no local. Segundo o MTST, os policiais dispersaram o grupo com violência excessiva, utilizando balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio.

Segundo um dos coordenadores do MTST, Josué Rocha, mais de 3 mil pessoas, que vivem em três ocupações, esperam posicionamento da Secretaria Municipal de Habitação. “A nossa proposta é continuar fazendo travamentos (de rua) enquanto a resposta da secretaria não vier”, disse ele, lembrando compromissos assumidos pela administração municipal.

De acordo com Josué, em junho a prefeitura prometeu a construção de um conjunto habitacional para os moradores da ocupação Estaiadinha, no Bom Retiro, região central da capital. Em relação aos residentes da ocupação Numa Pompílio, na Cidade Tiradentes, zona leste, o coordenador diz que houve o compromisso de avaliar o uso do terreno para moradia. Os moradores da ocupação Chico Mendes, na Vila Sônia, zonal sul, também esperam há um mês por definição da prefeitura, segundo ele.

Com informações da Agência Brasil

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Fonte: Terra
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