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MP-RJ quer proibir PMs à paisana de fazer prisões em protestos

2 set 2013
19h32
atualizado às 19h33
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma medida cautelar na Auditoria de Justiça Militar requerendo que policiais do serviço reservado da PM (P2), descaracterizados, sejam proibidos de realizar prisões em flagrante durante manifestações populares.

<p>Ministério Público quer evitar eventuais abusos cometidos por policiais sem identificação</p>
Ministério Público quer evitar eventuais abusos cometidos por policiais sem identificação
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Na mesma ação, anunciada nesta segunda-feira, o MP-RJ pede que todos os policiais militares que participem dessas manifestações usem coletes com identificação alfa-numérica visível.

Também foi requerido à Justiça que a Polícia Militar informe, em um prazo mínimo de 24 horas, a lista com os nomes dos policiais que irão atuar no monitoramento dos protestos.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra

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