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Autoridades conhecem biotipo de assassino de Marielle, diz MP

Análise de milhares de imagens de câmeras de segurança também revelou outros locais por onde o atirador passou

11 out 2018
11h56
atualizado às 22h20
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RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira, 11, que autoridades conhecem o biotipo do homem que atirou na vereadora Marielle Franco (PSOL) e no motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março. Após análise de milhares de imagens de câmeras de segurança, também foram identificados novos locais por onde o carro do criminoso passou na noite do crime.

Em nota, o MP-RJ informou que a descoberta foi possível graças a softwares de alta tecnologia usados pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia, da Coordenadora de Segurança e Inteligência.

"Após a análise de centenas de imagens, também foi possível identificar o veículo, onde estavam os executores, em outros locais além dos que já tinham sido identificados", informou a 23.ª Promotoria de Investigação Penal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com nota divulgada pela promotoria, os progressos na investigação foram informados aos pais de Marielle e à viúva de Anderson em reunião na terça-feira. A viúva de Marielle, Mônica Benício, foi convidada para o encontro, segundo o MP, mas não compareceu.

Os promotores que atuam no caso também estiveram no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ouvir o ex-policial militar Orlando Curicica, que seria líder de milícia na zona oeste do Rio. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também remeteu ao MP-RJ o depoimento prestado por Curicica aos procuradores da República. O conteúdo dos depoimentos é mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações.

O crime

A vereadora Marielle Franco, de 38 anos, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, foram mortos na noite de 14 de março dentro do carro em que estavam, na região central do Rio. Marielle havia saído de um evento quando o veículo foi abordado e metralhado. A assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43 anos, que estava sentada ao lado de Marielle, foi atingida por estilhaços e sobreviveu.

A vereadora era militante do movimento negro e de direitos humanos e havia feito denúncias recentes de violência policial contra moradores de favelas no Rio de Janeiro.

Em abril, após ser cobrado pelo resultado das investigações, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a principal linha de investigação envolvia milícias que atuam no Rio de Janeiro.

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Estadão

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