Mandante do assassinato de Mãe Bernadete morre em confronto com policiais na Bahia
Marílio dos Santos estava foragido após ser condenado a 29 anos e 9 meses de prisão
O mandante do assassinato da líder quilombola Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, morreu nesta quinta-feira, 16, durante um confronto com policiais militares na zona rural de Catu, na Bahia.
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Marílio dos Santos estava foragido após ser condenado a 29 anos e 9 meses de prisão na última terça-feira, 14.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar localizou o homem na madrugada desta quinta-feira.
Durante a tentativa de cumprimento do mandado de prisão, o criminoso atirou contra os policiais e acabou ferido. A SSP-BA disse que ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com ele foram apreendidos arma de fogo e munições.
Relembre o caso
Mãe Bernadete foi morta a tiros em Simões Filho (BA) em 2023, seis anos após o assassinato de um de seus filhos, Fábio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho do Quilombo, em 2017.
Dois homens usando capacetes invadiram o terreiro do quilombo, na cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, e executaram Bernadete.
Condenação
Marílio dos Santos foi condenado na última terça-feira a 29 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador.
A sessão de julgamento, realizada no Fórum Ruy Barbosa, também condenou Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor do crime. A pena dele foi de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, além de multa.
A dupla foi condenada pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. Arielson da Conceição dos Santos foi condenado também por roubo.
Quem era Mãe Bernadete
Matriarca do quilombo Pitanga dos Palmares e ex-secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho, a líder passou a vida lutando pelos direitos dos quilombolas.
Desde 2017 ela lutava por Justiça pelo assassinato de seu filho.
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