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Manaus bate novo recorde e tem maior nº de internações pela covid-19

Justiça mandou Estado fechar comércio para conter escalada de casos; governo tenta ampliar leitos de hospitais

3 jan 2021
22h20
atualizado às 22h23
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MANAUS - Em menos de uma semana, Manaus voltou a bater o recorde de internações pelo novo coronavírus em um único dia desde o início da pandemia no Amazonas. Neste domingo, 3, foram registradas 159 hospitalizações na capital - maior número desde o período de ápice da doença que colapsou o sistema de saúde. Já na rede estadual, o número de internados chegou a 163 apenas neste domingo.

Segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), foram confirmados 546 novos casos de coronavírus nesta domingo, totalizando 202.413 casos da doença no Estado. Desses, 963 pacientes estão internados, sendo 591 em leitos, 341 em UTI, e 31 em sala vermelha (estrutura de assistência temporária para estabilizar pacientes críticos/graves). O total de mortos no Amazonas já chega a 5.345. A capital registra o maior número de óbitos, com 3.427; já no interior foram registrados 1.918.

Na noite de sábado, 2, o Tribunal de Justiça do Amazonas determinou a suspensão imediata dos serviços não essenciais no Amazonas por 15 dias para frear o aumento de casos. A decisão do juiz plantonista Leoney Figliuolo Harraquian atende ao pedido do Ministério Público estadual. Segundo o magistrado, devem ser mantidos só as atividades essenciais, como supermercados e farmácias.

Em nota, o governador Wilson Lima (PSC) informou que foi notificado da decisão no fim da tarde deste domingo e que os órgãos que compõem o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 vão definir as ações que serão executadas. Nesta segunda-feira, 4, uma comitiva do Ministério da Saúde viaja a Manaus e deve se reunir com o governador para estabelecer medidas que possam conter o avanço da covid-19 no Estado. Na semana passada, o Estado chegou a tentar fechar o comércio no Amazonas. O governador recuou após um dia de protestos contra o decreto e anunciou, no último dia 27, a revogação da medida.

Por causa da explosão de casos, o governo do Amazonas tem travado uma corrida contra o tempo para aumentar o número de leitos na rede pública de saúde. Nos últimos dez dias, foram abertos 409 leitos, além do remanejamento de pacientes de outras doenças para abrir espaço para os infectados pelo novo coronavírus. Os principais hospitais da rede privada já anunciaram que estão com 100% dos leitos ocupados.

Câmaras frigoríficas voltaram a ser instaladas nos hospitais de Manaus após o aumento de casos de coronavírus, nos últimos dias. A medida tinha sido adotada durante o ápice da pandemia na capital, em abril, que levou o sistema de saúde ao colapso. Os cemitérios de Manaus também têm trabalhado para aumentar sua capacidade.

Parte dos cientistas chegou a indicar a possibilidade de o Amazonas ter atingido imunidade de rebanho, diante do alto índice de infecções entre março e maio. A disparada de doentes nas últimas semanas, porém, levantou novas dúvidas. Pesquisadores já reportaram casos de reinfecção, mas ainda não se sabe quais as chances de nova contaminação e por quanto tempo o corpo fica protegido do vírus após se infectar uma vez.

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