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Caso Marielle: Interventor explica não divulgar envolvidos

General Walter Souza Braga Netto admitiu ter frustração pelo fato de a investigação não ter sido concluída durante seu período no comando

11 jan 2019
14h53
atualizado às 15h12
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Ainda interventor federal na segurança do Rio, o comandante militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto, disse nesta sexta-feira, 11, que não anunciou o nome dos envolvidos na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), crime que completa um ano em 14 de março, porque não busca protagonismo.

Ele admitiu ter frustração pelo fato de a investigação não ter sido concluída durante seu período no comando da Segurança Pública do Estado.

General Braga Netto participa de seminário na Câmara dos Deputados
General Braga Netto participa de seminário na Câmara dos Deputados
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

"Lógico que eu gostaria de ter entregado o caso, mas o próprio novo chefe de Homicídios (delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) deu uma entrevista dizendo que já tomou conhecimento e viu que está muito adiantado (o trabalho de investigação). Nós fizemos todo um trabalho. Nós não procuramos protagonismo. Eu poderia ter anunciado quem a gente acha que foi, dito ao Richard (Nunes, ex-secretário de Segurança) para anunciar. Mas a gente quis fazer um trabalho profissional. Tenho confiança que se mantiver as equipes que estavam na investigação vão chegar a um resultado em breve", disse o general de Exército.

Embora o decreto presidencial de intervenção tenha se encerrado em 31 de dezembro, Braga Netto ainda desempenha funções administrativas, na gestão de contratos e do legado da intervenção, fase que será concluída em junho. Ele deve assumir uma nova função em Brasília, a ser definida em fevereiro. O general, por isso, será substituído na gestão burocrática do legado, o que inclui entregas de equipamentos.

"Eu não mais comando as forças de segurança, mas fico interventor para publicar atos oficiais", disse o general.

Braga Netto já manteve reuniões com o novo governador do Rio, Wilson Witzel, e elencou a ele dez prioridades para a área de segurança - ele não quis comentar quais.

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Estadão

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