O prédio foi rebatizado após a tragédia que deixou quase 200 mortos. Hoje, o edifício se chama Praça da Bandeira
O prédio ainda é um importante centro comercial no centro de São Paulo
O incêndio começou com uma pane em um aparelho de ar-condicionado, como algumas dezenas que ainda fazem parte do cenário do Edifício Praça da Bandeira
A arquitetura do Joelma mudou muito pouco nas últimas décadas
Com a reforma, o prédio passou a seguir as novas normas de prevenção a incêndios
Muitas vítimas ficaram esperando socorro no parapeito das janelas do prédio
O edifício fica em uma das avenidas mais movimentadas da capita, a Nove de Julho
Hiroshi Shimuta trabalhava no 22º andar do Joelma e conseguiu escapar das chamas: "Parece que isso aconteceu ontem"
"Quando chega fevereriro, anualmente eu rezo e acendo uma vela", disse Shimuta
O sobrevivente disse que o nascimento dos filhos, 12 dias antes da tragédia, lhe deu força para conseguir escapar daquilo que ele chamou de "inferno"
"Pedia a Deus toda hora, que me desse uma segunda chance", falou
"A minha dívida é muito grande diante da sociaedade e perante ao nosso pai (Deus)"
Shimuta lembra de ter visto muitas mortes e como esse evento marcou a sua vida para sempre
"Eu vi que algumas pessoas tentavam descer pela escada Magirus, contei cinco pessoas descendo. A sexta pessoa, talvez por desespero, passa a escorregar, ele acabou levando todo mundo e as seis acabaram morrendo
Shimuta olha para o edíficio onde quase perdeu a vida há 40 anos
Relembrando a tragédia, ele mostra onde estava no dia do incêndio
Shimuta celebra a "nova vida" após ter saído do incêndio
Manuel Nogueira Neto passa em frente ao edíficio todos os dias. Em 1974, seu irmão foi um dos últimos a ser resgatado pelo helicóptero da FAB. "Ele se aguentou sobre corpos de colegas deles", disse
"Para o meu irmão, o dia 1º de fevereiro é um aniversário. Toda a família comemora o aniversário duas vezes"