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'Incalculável' perda para o Brasil, diz Temer sobre museu

"O valor para nossa história não se pode mensurar", disse o presidente em nota

2 set 2018
22h02
atualizado em 3/9/2018 às 08h00
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O presidente Michel Temer, em nota divulgada na noite deste domingo (2) lamentou o incêndio que atinge o Museu Nacional, na zona norte do Rio, destacando o episódio como "incalculável" perda para o Brasil. "Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros."

Incêndio destruiu 20 milhões de itens históricos
Incêndio destruiu 20 milhões de itens históricos
Foto: Marcello Dias / Futura Press

O Ministério da Educação (MEC) lamentou em nota o incêndio. Segundo a nota divulgada pela pasta, o MEC "não medirá esforços para auxiliar" a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) "no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico".

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), afirmou que "é um dia de profunda tristeza para todos nós, brasileiros". "Difícil expressar tamanha perda de construção e acervo de valores inestimáveis. Perdemos uma referência do país. Perdem o patrimônio histórico mundial, a cultura, a ciência, a educação. Perdem os brasileiros e o mundo. Manifesto a minha solidariedade aos funcionários da instituição", expressou Pezão em nota.

Um incêndio de grandes proporções atinge o Museu Nacional na noite deste domingo. Especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País, o Museu Nacional completou 200 anos em junho em meio a uma situação de abandono.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h30 e rapidamente chegou ao local, mas até as 23 horas o fogo permanecia fora de controle. Dezenas de curiosos entravam na Quinta da Boa Vista para ver o incêndio. Funcionários choravam. Não havia registro de feridos. Grandes labaredas atingiam os dois andares, e estrondos eram ouvidos de tempos em tempos.

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Estadão
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