Idosa é espancada por hóspede alcoolizada em pousada no DF
Suspeita teve liberdade provisória concedida após passar por audiência de custódia e deverá ficar longe da vítima
Uma idosa de 68 anos foi espancada por uma hóspede, que estava alcoolizada, em uma pousada no Vale do Amanhecer, em Planaltina, no Distrito Federal. Filmagens obtidas pelo Terra mostram o momento em que a vítima é jogada no chão e agredida com socos e chutes pela suspeita. O caso é investigado pela Polícia Civil.
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O caso ocorreu na noite do último domingo, 5. À reportagem, o advogado da vítima e dona do estabelecimento, Jairo Zelaya, contou que sua cliente havia recebido um casal de mulheres na hospedagem há alguns dias. Naquela noite, ouviu uma briga entre as duas, com muitos gritos e xingamentos.
Nas imagens, é possível ver a suspeita andando pelo local enquanto gesticula com a companheira. Em outro momento, ela joga uma cadeira e tenta arrancar as plantas que estão na área comum do estabelecimento.
Pouco depois, a idosa se aproxima da mulher para pedir que os gritos cessem, mas é empurrada e vai ao chão, batendo a cabeça. A companheira da agressora até tenta ajudar a vítima, que volta e agride a dona da pousada repetidas vezes com socos e pontapés.
Os vizinhos, segundo o advogado, ouviram os gritos e acionaram a Polícia Militar. Em nota, a PM confirmou o caso e relatou que todas foram encaminhadas para a 16ª DP, onde a agressora foi autuada por lesão corporal, injúria qualificada e dano.
Zelaya confirmou que a idosa passou por exame de delito, inclusive odontológico, já que está com a boca muito machucada. Após passar por audiência de custódia, a agressora teve liberdade provisória concedida, sem pagamento de fiança, mas com algumas restrições, tais como:
- proibida de sair do DF por mais de 30 dias;
- comunicar mudança de endereço à Justiça;
- comparecer a todos os atos do processo;
- não pode se aproximar ou manter contato com a vítima, nem retornar à pousada.
“Vamos aguardar a conclusão do inquérito para agir na defesa da vítima, não só criminal como civilmente, pois cabe indenização por danos morais e materiais”, finalizou o advogado.
O Terra procurou a Polícia Civil, mas não teve retorno até o momento. A defesa da suspeita também não foi localizada.
