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Guerra do Tráfico na Grande Porto Alegre: Justiça impõe penas severas para execução e decapitação de rival

Condenados por homicídio e vilipêndio de cadáver atuaram em diferentes etapas de crime que chocou moradores da Grande Porto Alegre.

24 ago 2026 - 15h47
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Resumo
O Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou quatro integrantes de facção pela execução e decapitação de um rival em 2022, motivadas por disputas do tráfico de drogas. Os réus receberam penas entre 23 e 26 anos de reclusão por homicídio qualificado, associação criminosa armada e vilipêndio de cadáver, após abandonarem a cabeça da vítima na Vila Cruzeiro. O processo segue pendente de recursos para outros três acusados que também devem ser julgados.

A disputa violenta entre organizações criminosas pelo controle do tráfico de drogas na Região Metropolitana resultou na condenação de quatro executores pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre. O grupo foi apenado pelo envolvimento direto na morte de um rival em agosto de 2022, em um episódio marcado pela crueldade no descarte do corpo.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Freepik / Porto Alegre 24 horas

A acusação apresentada pelo MPRS detalhou que a vítima foi retirada à força de sua residência em Porto Alegre, conduzida até Viamão para ser morta e, posteriormente, teve a cabeça abandonada na Vila Cruzeiro. A prática de vilipêndio de cadáver foi qualificada como uma demonstração de força entre facções antagônicas que disputam pontos de venda de drogas.

Com base nas provas produzidas, os jurados confirmaram a responsabilidade dos réus pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa armada, destruição e vilipêndio de cadáver. Duas das penas impostas pelo Judiciário atingiram 26 anos e 5 meses de reclusão, enquanto as duas restantes foram fixadas em 23 anos e 8 meses de reclusão, além de penas cumulativas de detenção e multa.

O encerramento deste julgamento marca mais uma etapa do processo movido pela Promotoria de Justiça gaúcha. A responsabilidade final sobre o homicídio ainda pendente de desfecho para outros três acusados, cujas denúncias dependem da apreciação de recursos interpostos nas cortes superiores antes da eventual apreciação pelo júri popular.

Porto Alegre 24 horas
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