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Polícia

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Agiota é preso após cobrar R$ 1,3 milhão por dívida de R$ 30 mil

Segundo a polícia, o investigado fazia empréstimos com juros, ameaçava devedores e tomava bens como forma de pagamento.

20 ago 2026 - 14h56
(atualizado às 15h23)
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Resumo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Marcelo Costa de Souza, de 56 anos, investigado por agiotagem e extorsão após elevar uma dívida de R$ 30 mil para R$ 1,3 milhão em apenas um ano. De acordo com a 24ª DP, o homem coagia vítimas com ameaças de morte, visitas intimidatórias e apropriação de bens para forçar os pagamentos. Com histórico criminal prévio por extorsão e outros delitos, o suspeito admitiu realizar empréstimos a juros, mas negou ter recorrido à violência ou a ameaças.

Um empréstimo de aproximadamente R$ 30 mil teria se transformado em uma cobrança de R$ 1,3 milhão no intervalo de apenas um ano. O caso levou à prisão de um homem investigado por agiotagem e extorsão no Rio de Janeiro.

Suspeito ainda teria ameaçado a vítima de morte.
Suspeito ainda teria ameaçado a vítima de morte.
Foto: Reprodução / Portal de Prefeitura

Marcelo Costa de Souza, de 56 anos, foi localizado na quarta-feira, 19 de agosto, na Zona Norte da capital fluminense. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido no dia 5 do mesmo mês.

A ordem judicial foi solicitada após a Polícia Civil reunir relatos sobre cobranças acompanhadas de ameaças, ofensas e intimidação. A investigação é conduzida por agentes da 24ª Delegacia de Polícia, localizada em Piedade.

Cobrança teria incluído ameaça de morte

De acordo com a apuração, o suspeito emprestava dinheiro e aplicava juros que faziam os valores crescerem rapidamente. Em um dos episódios, a quantia exigida teria superado R$ 1 milhão após 12 meses.

A delegada Natacha Alves informou que a vítima passou a receber ofensas verbais e visitas do investigado em casa. Ele também teria feito ameaças de morte e afirmado contar com o apoio de outras pessoas para realizar as cobranças.

Os investigadores identificaram ainda relatos de apropriação de bens. Segundo a polícia, objetos pertencentes aos devedores eram tomados como forma de quitar as supostas dívidas.

A conduta foi interpretada pelos agentes como indício de um esquema de agiotagem sustentado por constrangimentos e intimidações.

Suspeito nega ameaças

Em depoimento, Marcelo confirmou que realizava empréstimos mediante cobrança de juros. Ele descreveu os negócios como "aplicações" mantidas com diversas pessoas.

O investigado, entretanto, negou ter usado violência ou ameaçado os devedores. A Polícia Civil informou que ele possui registros anteriores relacionados a tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal.

As diligências continuam para esclarecer a extensão do esquema e localizar outras pessoas que possam ter sido submetidas ao mesmo método de cobrança.

Até a última atualização, a defesa do suspeito não havia sido localizada para comentar a prisão e as acusações apresentadas pela polícia.

Portal de Prefeitura
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