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Governo de MT afasta responsáveis por concurso cancelado

26 nov 2009 - 19h17
(atualizado em 26/11/2009 às 09h10)
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Juliana Michaela
Direto de Cuiabá

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, anunciou nesta quarta-feira que afastou administrativamente quatro pessoas eram responsáveis pela coordenação do concurso público estadual que foi cancelado no último domingo. Foram afastados a diretora de concursos e vestibulares da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), a realizadora das provas, Geisa Atala e três servidores da instituição. No sábado à noite, o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou busca e apreensão de documentos e computadores na casa de quatro pessoas, na cidade de Cáceres (MT), sede da Unemat.

Maggi informou também que as provas serão realizadas em dois dias, 31 de janeiro e 21 de fevereiro de 2010, e que a Unemat ficará responsável apenas pela elaboração das provas e o encaminhamento para os Correios. O restante ficará a cargo da Secretaria de Estado de Administração (SAD). O concurso público estadual foi cancelado devido a problemas de logística, como atraso, distribuição, trocas e faltas de provas. A seleção era para o provimento de 10.086 vagas em 34 cargos, nos níveis fundamental, médio e superior.

O Terra procurou a Unemat e a SAD para confirmar se as quatro pessoas afastadas foram as mesmas que tiveram busca e apreensão efetuada em suas residências pelo Gaeco, mas foi confirmado apenas o afastamento de Geisa Atala.

O procurador de Justiça e coordenador do Gaeco, Paulo Roberto Jorge do Prado, entregou na terça-feira ao governador de Mato Grosso um pedido de afastamento da Unemat e dos quatro responsáveis, e a realização das provas em dois dias. Apenas não foi acatado pelo governo o pedido do afastamento da universidade estadual.

"Tomei a decisão de cancelar, por não existir mais condições da realização do concurso público estadual. Gostaria de esclarecer que até o momento não existe confirmação de que houve fraude, e quero pedir ao povo desculpas pelo ocorrido. A maioria sugeriu dispensar a Unemat da realização das provas, mas a universidade faz parte do Estado e não vamos abandoná-la", disse Maggi.

Sobre a informação de que o coordenador do Gaeco entraria na Justiça solicitando o afastamento da Unemat, caso o pedido não fosse atendido, Maggi disse que continuaria com a universidade. "Não vamos jogar uma história no lixo. O Ministério Público tem o direito de tomar qualquer decisão, o governo já acatou muito delas e outras não. Não vou atender essa sugestão porque o Estado tem capacidade e condições de levar o concurso adiante", disse.

Maggi disse que o período limite para a contratação dos candidatos aprovados é abril de 2010. "As carreiras que não precisam de outras etapas de provas serão chamadas de imediato", informou. O governador afirmou ainda que o governo do Estado repassou R$ 13 milhões à Unemat para a realização das provas e que não fará suplementação nos custos. O reitor da universidade disse no domingo que o total gasto com a realização do concurso foi de R$ 5 milhões e que a realização de outro concurso teria o mesmo montante. A instituição era responsável pela elaboração, realização e aplicação das provas.

O Gaeco investiga suposta fraude no concurso. Segundo o promotor Samuel Frungilo, da cidade de Cáceres (MT), foram iniciadas ontem as perícias nos computadores apreendidos das quatro pessoas e, até o momento, não existe nenhuma comprovação de fraude. Frungilo confirmou que existe um processo em trâmite no Fórum de Cáceres, sobre a suspeita do envolvimento de servidores da Unemat na venda de gabaritos da prova do vestibular de 2005/2. O sobrinho da diretora de concursos e vestibulares da Unemat, Samuel Atala, é citado no processo. Todavia, Geisa não figura entre os envolvidos.

Fonte: Especial para Terra
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