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Ferroviários aceitam proposta e decidem encerrar greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM em SP

A expectativa é de que as operações sejam retomadas imediatamente, visando a volta dos trabalhadores para casa em horário de pico

5 ago 2026 - 17h41
(atualizado às 18h06)
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Segundo dia de greve da CPTM nesta quarta-feira (5), tem operação parcial nas linhas 11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade
Segundo dia de greve da CPTM nesta quarta-feira (5), tem operação parcial nas linhas 11 - Coral, 12 - Safira e 13 - Jade
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, na tarde desta quarta-feira, 5, dar fim à paralisação das operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Região Metropolitana de São Paulo. A expectativa é de que as operações sejam retomadas imediatamente, visando a volta dos trabalhadores para casa em horário de pico. 

Iniciada à 0h da última terça-feira, 4, a greve durou quase 40 horas e afetou mais de 1 milhão de habitantes, informou a CPTM. 

  • A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo;
  • A linha 12-Safira conecta a região central da capital, no Brás, com a região leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP;
  • A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A decisão dos ferroviários foi definida em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, centro da capital, e marcada por momentos de tensão e muita discussão. 

Ao todo, 157 funcionários participaram da votação, sendo que apenas 26 votaram pela manutenção da greve.

Antes da assembleia, houve, também, uma audiência realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, que contou com a participação de representantes da CPTM, sindicatos, do Ministério Público do Trabalho e do governo paulista.

O fim da paralisação também se deu após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciar que apresentaria um projeto de lei para garantir que os empregos da CPTM seriam absorvidos após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à concessionária Trívia Trens. A medida também contempla a linha 10-Turquesa (ainda sob operação da companhia).

Pelas ruas da capital paulista, o segundo dia de greve foi marcado por tráfego lento e aumento nos preços de corridas por aplicativo, com usuários relatando valores quatro vezes mais altos do que o normal. 

Veja o posicionamento do sindicato:

"Em assembleia realizada nesta quarta-feira (5), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, deliberaram pelo retorno às atividades, mantendo, contudo, o estado de greve.

A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do TRT recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve.

A deliberação ocorre após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão.

Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações.

Os Ferroviários reafirmam que a mobilização sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população. O Sindicato continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos".

CPTM retoma operação de linhas

Desde o último dia 24, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A companhia ficará à frente do serviço por 90 dias.

A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a Trivia Trens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.

Durante a assembleia desta quarta-feira, os trabalhadores também votaram para não operar mais os trens com funcionários da Trivia assistindo ao trabalho até o projeto de lei ser aprovado.

*Com informações de Estadão Conteúdo.

Fonte: Portal Terra
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