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Estado é um verdadeiro tesouro para a paleontologia, repleto de lugares para você se aventurar com as crianças
Se voltássemos no tempo para milhões e milhões de anos atrás, é bem provável que encontrássemos dinossauros caminhando pertinho da cidade de São Paulo. Por isso mesmo que o interior do Estado é um verdadeiro tesouro para a paleontologia - tanto no cenário nacional quanto internacional.
"A região do Vale do Paraíba, especialmente a Bacia de Taubaté, abriga uma formação lacustre, que é extremamente rica em fósseis, desde invertebrados até mamíferos de grandes portes e eles contam uma parte fundamental da história da vida da terra", explica Graziella do Couto Ribeiro, curadora e pesquisadora do Museu de História Natural de Taubaté.
A riqueza dos sítios paleontológicos é tanta que abrange diferentes faunas de diferentes períodos geológicos e permitem que os estudiosos possam reconstruir um pouco dos ecossistemas pré-históricos.
Taubaté
Há 135 km de distancia de São Paulo, o Museu de História Natural de Taubaté conta com 600 m² de espaço ocupados com fósseis de dinossauros. O trajeto é pensando em sequência cronológica, fazendo o visitante passar pelo período Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico. Neste último, a grande atração é o esqueleto da ave Paraphysornis brasiliensis, da família das "Aves do Terror", um predador plumado que viveu no Vale do Paraíba há 23 milhões de anos.
Entrando no período atual, o Holoceno, uma rica coleção de aves, mamíferos e répteis, é representada por animais taxidermizados e esqueletos. O Museu também conta com um auditório e um acervo que reúne milhares de peças, de dinossauros até insetos pequenos.
Endereço: Rua Juvenal Dias de Carvalho, 111 - Taubaté
Horário de funcionamento: De terça à sexta, das 9h30 às 17h. Sábados e domingos, das 11h às 17h
Entrada: R$ 30 (inteira)
Uchoa
O Museu de Paleontologia Pedro Candolo, a 416 km de distância de São Paulo, possui um acervo de mais de 700 fósseis. Dentre eles, quatro dinossauros que foram descobertos na região de São José do Rio Preto.
Grande parte do acervo é de Pedro Candolo e seus amigos, que desde a década de 1950, coletavam fósseis na região e os expunham em uma oficina. Com o seu falecimento os fósseis foram doados a Prefeitura Municipal, que em 2016, com a ajuda do paleontólogo Dr. Fabiano Vidoi Iori, foi organizado em um museu.
Endereço: Praça Farmacêutico Bruno Garisto, s/n. - Uchoa
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 16h. Sábados e domingos, das 8h às 12h
Entrada gratuita
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Marília
Já na cidade de Marília, a 433 km da capital, o museu de paleontologia conta com uma exposição permanente de fósseis do período Cretáceo. Nele, há fósseis como o do Titanossauro (descoberto em 2009 e um dos mais completos encontrados no País), de crocodilos, tartarugas e outros animais.
O espaço nasceu estimulado pelas descobertas do paleontólogo William Nava, que desde 1993 realiza escavações e coleta de fósseis na área de Marília. E hoje, une presente com o passado com experiências de realidade virtual (RV). Nela, os visitantes usam óculos RV, com efeitos visuais e sonoros que simulam um ambiente com os gigantescos titanossauros.
Endereço: Avenida Sampaio Vidal, 245
Horário de funcionamento: Segundas, das 13h às 17h. De terça a sexta, das 9h às 17h. Aos sábados, das 13h às 17h.
Entrada gratuita
Araraquara
O Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (MAPA), a 270 km da capital paulista, é conhecido mundialmente pelos seus icnofósseis (pegadas de dinossauros e mamíferos) presentes em lajes de arenito. Na Sala Padre Giuseppe Leonardi, que homenageia o padre e paleontólogo de mesmo nome (o qual foi pioneiro nos estudos das pegadas fósseis encontradas nas calçadas da cidade), está a exposição permanente "Areias do Passado, Marcas no Presente".
O museu também conta com fósseis de variadas localidades e período geológicos. E no centro da cidade, a Alameda dos Oitis é um verdadeiro museu de pegadas de dinossauros a céu aberto.
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 1485- Araraquara
Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 9h às 17h
Entrada gratuita
Fernandópolis
Em Fernandópolis, a 565 km de São Paulo, os amantes de dinossauros também conseguem se divertir. O museu, inaugurado em dezembro de 2024, fica instalado no prédio da antiga Estação Ferroviária. Ele conta com um acervo de mais de 100 fósseis de dinossauros, crocodilos pré-históricos, plantas e invertebrados coletados no noroeste paulista. Entre eles, está o fóssil de um Baurusuchus pachecoi, que viveu há 80 milhões de anos e é considerado um dos mais completos exemplares já encontrados.
Endereço: Rua João Gosselein, 1470 - Fernandópolis
Horário de funcionamento: De terça à sexta das 9h às 11h e das 13h às 17h. Sábados, das 13h às 18h. Fechado às segundas e domingos
Entrada gratuita