Ex-diretor de presídio no RS acumula 85 anos de prisão por corrupção e tráfico
Ministério Público desarticulou esquema de corrupção e tráfico na Penitenciária Estadual de Rio Grande
Um ex-policial penal e ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande foi condenado a mais 15 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.
Com a nova sentença, o principal investigado acumula penas de 85 anos e 17 dias de reclusão por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em presídio e delitos relacionados a armas e munições. Ele também perdeu o cargo público.
Com a conclusão dos processos, o MPRS divulgou o balanço final da Operação PERG. Ao todo, sete pessoas foram condenadas, com penas que somam 175 anos, dois meses e 23 dias de prisão.
A Justiça também determinou a perda de três cargos públicos, além do confisco de cinco veículos e de R$ 1,34 milhão em bens.
Segundo o coordenador do 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Rogério Meirelles Caldas, as investigações demonstraram que a estrutura da unidade prisional era utilizada para facilitar a prática de diversos crimes.
Além do ex-diretor, outros seis investigados foram condenados por corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares no presídio. As penas aplicadas a esse grupo totalizam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão.
A investigação teve início em dezembro de 2022, quando o Gaeco identificou a atuação de uma organização criminosa responsável por facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na unidade prisional, inclusive com o uso de drones.
As apurações também apontaram que o grupo utilizava o presídio como base para atividades ligadas ao tráfico de drogas, contribuindo para o aumento da violência na região.
Na segunda fase da investigação, deflagrada em julho de 2023, o Ministério Público aprofundou as apurações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ingresso de celulares na prisão.
Conforme a investigação, agentes públicos participavam da organização criminosa, levando drogas, dinheiro e aparelhos celulares para dentro da unidade.
Um dos envolvidos era justamente o então diretor do presídio, preso preventivamente durante o expediente.
Segundo o MPRS, o grupo também mantinha ligação com uma facção criminosa que dominava o comércio de botijões de gás em Rio Grande.
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