Incêndio persiste em indústria química na Grande São Paulo após mais de 12 horas
A maioria dos focos foi controlada ainda na terça-feira, 4, por volta das 21h, mas os bombeiros não deram um prazo para o término dos trabalhos; causas do incêndio ainda não foram confirmadas
O incêndio que atingiu uma indústria química na tarde de terça-feira, 4, em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo, ainda persiste na tarde desta quarta-feira, 5, porém, em proporções menores. No dia anterior, era grande a quantidade de fogo e fumaça. Não há registro de vítimas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio está confinado nos resíduos químicos, e as equipes realizam o resfriamento dos tanques incendiados. Houve uma explosão de novo nesta quarta-feira e, por isso, a corporação isolou a área. No total, 89 bombeiros estão no local e 35 viaturas auxiliam nos trabalhos.
Conforme a corporação, a maioria dos focos foi controlada ainda na terça-feira, por volta das 21h, mas os bombeiros não deram um prazo para o término dos trabalhos.
A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continuam no local para eventual necessidade de atendimento. Desde o início da ocorrência, segundo a administração, foi registrado apenas o atendimento de um homem com desconforto respiratório.
A gestão fez ainda um alerta sobre informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma possível contaminação da água. Segundo a Prefeitura, a Sabesp informou que não há comprometimento da qualidade da água distribuída à população em decorrência do incêndio.
"De acordo com a companhia, as redes de abastecimento de água e de coleta de esgoto não foram afetadas pela ocorrência e o abastecimento da região segue sendo realizado normalmente pelo Sistema Alto Tietê", informou a prefeitura em nota.
Sobre a ocorrência
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 15h30 de terça-feira e enviou oito viaturas. No entanto, por volta das 18h30, 30 viaturas e 60 bombeiros estavam empenhados no combate às chamas no local, na Estrada do Bonsucesso, em Rio Abaixo.
Apesar do fogo controlado, o trabalho da corporação segue nesta quarta-feira, mais de 12h após o início da ocorrência.
A empresa atingida é a Quema Química, que atua na produção de impermeabilizantes e solventes. O imóvel tem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido até 2029, informou a corporação.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que acompanha o incêndio deste a tarde desta terça-feira. Segundo a companhia, a Licença de Operação da Quema venceu em 29 de junho deste ano e o pedido de renovação foi protocolado fora do prazo - a indústria não possui histórico de irregularidades junto à Cetesb.
"A Cetesb presta apoio operacional aos órgãos responsáveis pelo atendimento da ocorrência e avaliará os possíveis impactos ambientais após a extinção do incêndio e a conclusão das ações emergenciais", informou a companhia em nota.
A empresa armazenava cerca de 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis, distribuídos em 24 tanques de 30 mil litros, seis tanques de 5 mil litros e mais de 100 contêineres do tipo IBC. Entre os produtos estariam tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e resinas.
Informações preliminares indicavam a existência dos tanques e que parte deles foi atingida pelas chamas.
A região abriga ainda outras indústrias, como empresas especializadas na coleta e destinação resíduos industriais e na produção de pisos emborrachados. A Defesa Civil do Estado informou que essas outras indústrias foram esvaziadas. Não houve necessidade de deslocar moradores devido à distância da fábrica de áreas residenciais.
O órgão atuou na ocorrência com um caminhão de abastecimento de água, em conjunto um caminhão-pipa da Secretaria de Serviços Urbanos. A operação também contou com o apoio do Departamento de Trânsito, da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM).
A Defesa Civil do Estado aponta que, durante o atendimento à ocorrência, foram registradas explosões no local. "Há informações preliminares sobre um possível vazamento de componente químico, porém as causas do incêndio ainda não foram confirmadas e serão apuradas pelos órgãos competentes", informou o órgão.
A EDP, concessionária de energia do município, informou que interrompeu o fornecimento no entorno por motivos de segurança. "A concessionária acompanha a situação e, após a liberação do local pelo Corpo de Bombeiros, realizará a religação da energia", informou em nota.
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