Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Estudantes picham paredes e quebram móveis da reitoria da USP

8 nov 2011 - 09h50
(atualizado às 10h24)
Compartilhar
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

A manhã desta terça-feira começou com cerca de 400 homens da Polícia Militar cercando o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP). Lá dentro, aproximadamente 70 estudantes e funcionários mantinham a ocupação do local, à revelia da Justiça paulista, que determinou as 23h de segunda-feira como limite para a desocupação do prédio.

Os estudantes deixaram diversas marcas nas paredes da reitoria da USP e danificaram equipamentos da instituição
Os estudantes deixaram diversas marcas nas paredes da reitoria da USP e danificaram equipamentos da instituição
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra

Não houve resistência. As imagens que se sucederam lembravam as muitas vezes vistas ao fim de rebeliões em presídios. Jovens com as mãos na cabeça, em fila, se dirigindo aos ônibus da PM. O destino: 91º Distrito Policial. Na delegacia, deverão ser autuados por descumprimento da ordem judicial.

A universidade, que conta com cerca de 80 mil alunos, teve uma manhã praticamente normal. Sem apoio e até alguma indiferença por parte da comunidade acadêmica, o grupo ficou praticamente isolado. Do lado de fora do prédio, apenas alguns poucos gritavam contra a presença da PM no campus.

Nos últimos quatro anos, é a terceira vez que o grupo de estudantes invade o prédio da reitoria. A primeira, em 2007, durou mais de 50 dias. Depois disso, houve outra em 2009, mas a deste ano é a primeira com a Polícia Militar intervindo diretamente. Após a saída dos estudantes, em uma rápida visita ao térreo do prédio da reitoria, foi possível observar alguns vestígio da passagem do grupo.

Alguns móveis quebrados, paredes pichadas e até momentos de bom-humor, como um cartaz pendurado em um busto de Nicolau Copérnico com a inscrição de que ele apoiava o movimento. Com a chegada da polícia, passatempos como cartas de "super trunfo" e dominós foram deixados para trás, assim como mochilas, colchonetes, garrafas de bebida e vodca, além de preservativos intactos.

Em uma das paredes, flores como oferenda para o dia dos mortos, que ocorreu há uma semana, além de frases genéricas sobre a ocupação como "ocupe a reitoria que existe dentro de você" e "aqui é um lugar de pensamento livre, entendeu?".

Histórico

A invasão aconteceu por parte de um grupo descontente com a resultado de uma votação em assembleia que decidiu, na terça-feira, por 559 votos a 458, encerrar a ocupação do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O grupo deslocou o portão de trás do edifício da Administração Central, usando paus, pedras e cavaletes, e em poucos minutos chegou ao saguão principal do prédio.

A FFLCH havia sido ocupada depois que a PM abordou três estudantes no campus por porte de maconha na quinta-feira da semana passada e tentou levar os usuários detidos. Os policiais usaram gás lacrimogênio, e alunos teriam ficado feridos após confronto.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra