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Estado de SP deve voltar à fase vermelha aos fins de semana

Medida deve ser anunciada nesta sexta-feira e deve se repetir nos próximos finais de semana

22 jan 2021
07h29 atualizado às 07h30
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07h29 atualizado às 07h30
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São Paulo deverá ter regras mais duras de isolamento social nos finais de semana. A ideia é que a partir da noite desta sexta-feira, 22, todo o Estado entre na fase vermelha, da qual só sairá na segunda-feira, 25, quando cada região retornará para a fase em que se encontrava, conforme apurou o blog da Coluna do Estadão com autoridades do Estado.

Pessoas caminham por rua de comércio popular no centro de São Paulo
21/12/2020
REUTERS/Amanda Perobelli
Pessoas caminham por rua de comércio popular no centro de São Paulo 21/12/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters



O anúncio da mudança está programado para acontecer nesta sexta-feira, 22, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. A medida também deverá se repetir em outros finais de semana.

A medida tem por objetivo primordial evitar o estrangulamento da rede pública de saúde diante do aumento de casos de covid-19. A fase vermelha é a mais restritiva do Plano São Paulo de combate à pandemia: bares, restaurantes, comércio, parques e shoppings vão ser fechados nos finais de semana. Continuarão abertos os serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

O Centro de Contingência do Coronavírus do Estado avalia, conforme o Estadão apurou, que a situação de transmissão é extremamente grave, com uma alta transmissão do vírus em todas as regiões do Estado. Assim, está recomendando ao governo que tome as medidas mais restritivas possíveis para tentar reduzir o avanço da doença.

No início desta semana, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, já havia ressaltado que a propagação da covid-19 segue em ritmo acelerado no Estado. "Tivemos a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia", afirmou Gorinchteyn na segunda-feira passada, citando um aumento de 77% no número de novos casos ante a semana anterior e de mais de 50% no total de mortes. As internações tiveram um aumento na casa dos 30% até então.

O secretário afirmou ainda na oportunidade que, dado o aumento dos casos, o Estado mantém "no radar" a reativação de hospitais de campanha para atendimento da população. "Já estamos ampliando leitos dentro de hospitais e também a contratando hospitais privados. E nós não tiramos do radar os hospitais de campanha."

Progressivamente o governo do Estado vem restringindo as medidas que afetam a circulação de pessoas e o funcionamento do comércio não essencial. Isso acontece desde o fim do mês de novembro. No dia 30 de novembro, todo o Estado regrediu para a fase amarela do Plano São Paulo. Na oportunidade, 11 regiões já haviam avançado até a fase verde.

Diante do contínuo avanço da doença ao longo de dezembro e no começo de janeiro, o governo havia endurecido as restrições para oito regiões na semana passada. Sete passaram para a fase laranja e a região de Marília passou para a vermelha, a mais crítica. A medida já representou uma antecipação da reclassificação, já que uma nova avaliação estava prevista para ocorrer somente no próximo dia 5 de fevereiro. "A situação vem se agravando a cada semana", disse o governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa na sexta-feira passada.
 

Estadão
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