Centenas de índios bloqueiam três estradas do Rio Grande do Sul desde a manhã desta segunda-feira. Eles protestam contra a decisão do governo federal de suspender a demarcação de terras indígenas no Estado.
30 de maio - Indígenas atearam fogo em prédios da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, durante operação de reintegração de posse realizada na quinta-feira. Durante confronto com policiais militares e federais, um índio morreu baleado e outros quatro ficaram feridos
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-285 está fechada no quilômetro 272, no norte do Estado, desde as 8h20. Cerca de 50 indígenas participam do protesto. O grupo libera o trânsito a cada 30 minutos. Segundo a PRF, eles devem encerrar a manifestação por volta das 17h.
No início do protesto, um homem tentou furar o bloqueio por um acesso secundário e teve o veículo danificado. Ele foi encaminhado para o hospital com escoriações.
Nas rodovias estaduais, dois pontos estavam fechados durante o dia. De acordo com o Comando Rodoviário Estadual, cerca de 100 índios, entre crianças e adultos, bloqueavam a ERS-343, no quilômetro 48, entre Cacique Doble e Sananduva, também no norte do Estado.
Na RSC-480, um grupo de 150 indígenas protestava entre São Valentim e Erval Grande desde as 9h. Em ambos os casos, as rodovias estão sendo liberadas a cada duas horas. Segundo o governo, a medida de suspender a demarcação das terras foi tomada para que sejam evitados conflitos entre índios e produtores rurais.
30 de maio - Indígenas atearam fogo em prédios da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, durante operação de reintegração de posse realizada na quinta-feira. Durante confronto com policiais militares e federais, um índio morreu baleado e outros quatro ficaram feridos
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - Incêndio produziu grande coluna de fumaça em fazenda no interior de MS
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - Construção ficou destruída após incêndio
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - A propriedade fica no interior da Terra Indígena Buriti, declarada pelo Ministério da Justiça como de ocupação tradicional em 2010
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - Indígenas começam a deixar fazenda após operação de reintegração de posse
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
30 de maio - Operação de retirada dos índios foi marcada pela tensão
Foto: Moisés Palácios / Futura Press
3 de junho - Osiel Gabriel foi enterrado em cemitério próximo à fazenda ocupada
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Lideranças indígenas prestam últimas homenagens a jovem terena morto em confronto com policiais
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Segundo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cerimônia de sepultamento ocorreu em um misto de tristeza e indignação
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Corpo de Osiel passou por perícias para determinar origem do tiro que matou o jovem
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenta negociar um encontro entre os indígenas e a presidente Dilma Rousseff
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Indígenas prometem permanecer na fazenda ocupada mesmo após nova ordem de reintegração de posse
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Grupo da etnia terena se sentiu traído com decisão após negociar 'trégua' em reunião com o CNJ
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Índios rasgam cópias da decisão judicial que os obriga a deixar a fazenda Buriti em 48 horas
Foto: Marcos Ermínio / Campo Grande News
3 de junho - Corpo do índio Osiel Gabriel, morto em confronto com policiais federais e militares, é enterrado em clima de revolta na aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia (MS)