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Doria e Covas determinam mais policiamento após arrastão na Avenida Paulista

Grupo furtou celulares de pessoas que aproveitavam a proibição de tráfego de veículos na via aos domingos. Quatro suspeitos ligados ao caso foram detidos.

20 jan 2020
20h32
atualizado às 21h14
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SÃO PAULO - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou que o policiamento na região da Avenida Paulista seja ampliado após um arrastão que aconteceu na via no domingo, 19. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que trabalha para identificar os envolvidos no caso; três homens foram presos e um adolescente foi detido suspeitos de furtarem as pessoas que aproveitavam a via fechada para veículos. O grupo furtou celulares das vítimas. O prefeito Bruno Covas (PSDB) também determinou reforço na ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em nota, a SSP afirma que essa foi "a primeira vez que se registrou uma ocorrência com essas características, o que vai demandar novos planejamentos conjuntos da PM e GCM".

Câmeras gravaram correria na avenida neste domingo
Câmeras gravaram correria na avenida neste domingo
Foto: Reprodução / Estadão

Imagens de câmeras de segurança de um prédio que fica ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp) mostraram o momento em que pessoas - entre elas adolescentes - saíram correndo em direção à entrada do edifício. De outro ângulo, as imagens registraram muitas pessoas correndo pela Rua Plínio Figueiredo, que fica entre o prédio e a lateral do Masp. Confira vídeo abaixo:

Em nota, a secretaria informou que dois boletins de ocorrência foram registrados no 78.º Distrito Policial (Jardins) relativos ao arrastão. A pasta ainda lembrou que a Polícia Civil realiza a Operação Mobile, que, em 2019, "possibilitou na apreensão de 17.523 celulares e na prisão de 527 suspeitos de envolvimento neste tipo de crime na capital".

A Associação Paulista Viva havia cobrado a atuação mais efetiva da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na Avenida Paulista, após o arrastão. "Tanto a Polícia Militar quanto a Guarda Civil Metropolitana deveriam implementar suas presenças físicas, de modo a aumentar a sensação de segurança preventiva à população", disse o presidente da associação, Lívio Giosa, por meio de nota.

"Eu estava na recepção quando me deparei com a multidão de pessoas. Um turista do Rio de Janeiro pediu socorro porque teve o celular furtado e tinha se perdido da família. Eu mandei mensagem para a esposa dele, que felizmente estava com o aparelho dela. No início da tarde, achei estranho a presença de muitos adolescentes entre 15 e 17 anos nos arredores do Masp. Parecia rolezinho", disse Wagner Martins, de 37 anos, segurança de prédio.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) afirmou que mantém tratativas constantes com o comando de policiamento responsável pela área, mas que a ocorrência de domingo reforça a necessidade de reformulação nas ações preventivas. "No último domingo, foi a primeira vez que se registrou uma ocorrência com essas características, o que demandará novos planejamentos conjuntos entre a PM e a GCM", disse em nota.

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