Deputado do PL que atingiu Fred Bruno com disparo pediu licença médica remunerada
Marcelo Aguiar foi detido pela PM após confusão em casa noturna na Zona Sul de São Paulo; parlamentar pediu licença de duas semanas
O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), que acertou um tiro no pé do apresentador Fred Bruno, da TV Globo, durante uma confusão em um bar na Zona Sul de São Paulo, pediu licença médica de duas semanas. O requerimento foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta sexta-feira, 23.
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O parlamentar solicitou afastamento para tratamento de saúde de 19 de outubro a 1º de novembro de 2026, pedido feito no mesmo dia em que foi detido pela Polícia Militar após o episódio na casa noturna. O requerimento, no entanto, não especifica o motivo médico do afastamento ou dá detalhes sobre o estado de saúde do deputado.
A ocorrência foi registrada, inicialmente, como disparo de arma de fogo pela Polícia Civil. Após uma petição apresentada pela advogada de Fred Bruno, a corporação incluiu o crime de lesão corporal no boletim, do qual o apresentador passou a constar como vítima.
A Polícia Civil também expediu uma guia para que o apresentador fosse submetido a exame no Instituto Médico Legal (IML), de modo a constatar as lesões sofridas.
Relembre a confusão
O episódio ocorreu na madrugada do dia 19 de outubro, no Santo Cupido Bar, na zona Sul da capital paulista. Segundo Fred Bruno, ele foi atingido no pé durante um disparo de arma de fogo no local. O apresentador relatou ter sentido um impacto no pé e notou inchaço e coloração arroxeada na região.
O disparo foi atribuído a Marcelo Aguiar e, segundo as autoridades, a arma foi apreendida e o parlamentar foi levado à delegacia, mas não permaneceu preso.
O boletim de ocorrência relata que policiais militares atenderam a uma ocorrência de disparo no estabelecimento, localizada na Vila Nova Conceição. Ao chegarem, encontraram o deputado na calçada junto aos seguranças da casa noturna.
De acordo com os seguranças, o disparo foi feito com uma pistola Glock G42, calibre .380. Marcelo teria sido desarmado e encaminhado para fora do bar.
Uma testemunha afirmou, em depoimento na delegacia, que Marcelo teria importunado mulheres que estavam no local. Segundo ela, um homem pediu ao deputado para que ele parasse. Ele teria atendido, mas permaneceu no mesmo lugar. Na sequência, outros dois homens pediram para que ele se afastasse. Nesse momento, foi ouvido um único disparo, e as pessoas que estavam próximas se dispersaram,
Ao ser questionado pelos policiais, o deputado não prestou esclarecimentos naquele momento. Segundo os agentes, foi necessário algemá-lo durante a abordagem, devido à exaltação do parlamentar e ao receio pela integridade física dele e de outras pessoas.
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