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Donald Trump Jr. critica prorrogação da votação no Brasil e imprensa americana: 'Tudo pela causa'

Filho do presidente dos Estados Unidos reagiu à decisão do STF e compartilhou questionamentos sobre o processo eleitoral brasileiro

26 out 2026 - 08h35
(atualizado às 08h39)
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Resumo
Após a vitória de Lula nas eleições de 2026, Donald Trump Jr. criticou a imprensa dos EUA por ignorar a decisão do STF que prorrogou o horário de votação no segundo turno, compartilhando acusações do advogado Martin De Luca que comparou Lula a Nicolás Maduro. A ampliação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin devido a problemas de transporte. Apesar de sua campanha também ter feito pedido similar, Flávio Bolsonaro contestou a medida e, com Eduardo Bolsonaro, alegou fraude sem apresentar provas.

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou na repercussão das Eleições 2026 no Brasil após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas redes sociais, o empresário criticou a postura da imprensa americana diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu o horário de votação no segundo turno.

Trump Jr. se manifestou após a extensão do horário de votação e direcionou críticas à cobertura da imprensa dos Estados Unidos
Trump Jr. se manifestou após a extensão do horário de votação e direcionou críticas à cobertura da imprensa dos Estados Unidos
Foto: Tasos Katopodis/Getty Images / Perfil Brasil

A manifestação ocorreu depois que Trump Jr. compartilhou uma publicação de Martin De Luca, advogado que representa a Trump Media & Technology Group e a plataforma Rumble em processos no STF.

Trump Jr. reage a críticas sobre eleição brasileira

Por meio de seu perfil no X, o advogado publicou acusações contra o processo eleitoral após a prorrogação do horário de votação. Ele afirmou que a medida colocaria em dúvida a legitimidade de uma vitória de Lula e comparou o presidente brasileiro ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

"Em vez de esperar uma decisão do TSE, Lula imediatamente pediu ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que determinasse que as urnas permanecessem abertas sem qualquer decisão do TSE [...] Se essa manipulação descarada das eleições for usada para anunciar que Lula venceu, Lula realmente espera que alguém na comunidade internacional reconheça isso como uma eleição livre e justa? Ele sabe que ninguém vai", declarou.

"A situação chegou a um ponto de desespero em que hoje é o dia em que a máscara cai completamente e Lula se torna o próximo Nicolás Maduro? Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja esse o caso", complementou.

Em seguida, Donald Trump Jr. compartilhou a mensagem de Martin De Luca e direcionou sua crítica à cobertura feita nos Estados Unidos. "Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream norte-americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa", afirmou.

Decisão de Zanin ampliou horário de votação

A controvérsia internacional começou depois que o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão do horário do segundo turno até as 19h. A campanha de Lula havia recorrido à Justiça após relatar dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às urnas. O pedido inicial envolveu municípios da Bahia e, posteriormente, passou a solicitar a ampliação do prazo em todo o país.

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma extensão do horário. Nesse caso, a solicitação mencionou municípios atingidos por chuvas, alagamentos, bloqueios de vias e falta de energia. Depois da determinação do STF, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou que apenas as seções que ainda permanecessem abertas continuassem recebendo eleitores até as 19h.

Flávio e Eduardo Bolsonaro também contestam resultado

Após a derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende pedir a anulação da eleição e criticou a decisão de Zanin. A posição contrasta com o fato de que sua própria campanha também havia solicitado ao TSE a ampliação do horário em determinados municípios.

O senador ainda alegou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração. O tribunal, contudo, rebateu a afirmação e informou que o local não é aberto à visitação. Segundo a Corte, representantes do partido acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados em uma área destinada à fiscalização.

Ademais, Eduardo Bolsonaro questionou o processo eleitoral. Durante um evento em Miami, na Flórida, e posteriormente em um vídeo publicado em inglês, o ex-deputado fez acusações de fraude e pediu que o resultado não recebesse reconhecimento internacional, mas não apresentou provas.

"Esta é uma mensagem para vocês: não reconheçam estas eleições, porque ainda mais fatos estão surgindo agora. Como Flávio disse, precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que vocês compartilhem este vídeo", afirmou.

Perfil Brasil
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