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Vaquinha para ajudar mãe de Ana Clara supera meta e arrecada R$ 1,5 milhão em 6 horas

Campanha foi lançada nesta terça-feira, 27; Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial suspeito de matar a menina com um tiro de fuzil

27 out 2026 - 18h41
(atualizado às 19h10)
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Resumo
Uma vaquinha lançada pelo programa Revelando para ajudar Cris, mãe de Ana Clara, arrecadou mais de R$ 800 mil em poucas horas, visando alcançar R$ 1,5 milhão para garantir uma casa digna e segura para a família.
Vaquinha criada para ajudar Cris, mãe da menina Ana Clara, tem meta de arrecadar R$ 1,5 milhão
Vaquinha criada para ajudar Cris, mãe da menina Ana Clara, tem meta de arrecadar R$ 1,5 milhão
Foto: Reprodução

Uma vaquinha criada e divulgada pelo programa Revelando e pelo Calma Urgente nesta terça-feira, 17, para apoiar a mãe de Ana Clara Gomes Machado, morta aos 5 anos ao ser baleada durante uma ação policial em Niterói em 2021, teve rápida resposta do público. Em 6 horas, a campanha bateu a meta e arrecadou R$ 1,5 milhão. 

Duas horas após o lançamento, as doações ultrapassaram a marca de R$ 800 mil.Com o resultado, a meta da mobilização foi elevada para R$ 1,5 milhão, valor alcançado apenas quatro horas depois.  

"Em 6 horas, batemos a meta de R$ 1,5 milhão. Com esse valor, vamos garantir uma casa para a Cris, um futuro mais tranquilo para o Pedro e fortalecer a rede de apoio que esteve ao lado deles nos momentos mais difíceis. Foram 15 mil pessoas que contribuíram e decidiram que ninguém fica para trás. Pela Ana Clara. Pela Cris. Pelo Pedro", disse o texto da campanha. 

Entenda o 'caso Ana Clara'

Uma denúncia do Ministério Público aponta que o policial militar Bruno Delaroli é suspeito de efetuar disparos com um fuzil em Monan Pequeno, uma comunidade do bairro de Pendotiba, em Niterói, no dia 2 de fevereiro de 2021. Um dos projéteis atingiu o tórax da menina Ana Clara Gomes Machado, que estava brincando no local ao lado do seu irmão mais novo.

Ao ouvir os tiros, a população tentou alertar o PM de que se tratava de uma moradora, na tentativa de fazer com que os disparos cessassem. Mesmo após a advertência, segundo a denúncia, o PM seguiu com os disparos, não se importando com o risco de produzir o 'resultado morte'. 

A versão de Bruno Delaroli é que somente revidou à 'agressão injusta de traficantes armados'. Entretanto, testemunhas ouvidas pelas autoridades afirmam que não havia confronto e que o policial foi alertado de que estava atirando em uma área onde só havia moradores. 

Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro, que disputou as eleições presidenciais deste ano, foi convidado para integrar a equipe de defesa de Bruno Delaroli e assinar um recurso contra a decisão de levar o policial a júri popular. 

Neste mês, a série Revelando trouxe à tona que o senador Flávio Bolsonaro atuou na Justiça como advogado do PM. Depois disso, o caso passou a ser explorado pela campanha de Lula, que acabou vencendo o segundo turno das eleições para a presidência. 

Fonte: Portal Terra
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