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'Quem não deve, não teme', diz Lula sobre fuga de Flávio aos EUA

Presidente afirmou que ação do senador do PL foi 'vergonhosa'

27 out 2026 - 19h18
(atualizado às 19h32)
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Resumo
Em evento no Palácio da Alvorada, o presidente Lula criticou a ida do senador Flávio Bolsonaro aos EUA após a derrota eleitoral, afirmando que "quem não deve, não teme" e classificando o ato como desrespeito à democracia. Lula lembrou que permaneceu no país após suas próprias derrotas e durante a Lava Jato. O petista também acusou o sistema financeiro, big techs e os EUA de atuarem contra ele. Paralelamente, Donald Trump insinuou, em comício no Texas, suspeitas de fraude na eleição brasileira.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após a derrota eleitoral e afirmou que "quem não deve, não teme".

Presidente afirmou que ação do senador do PL foi 'vergonhosa'
Presidente afirmou que ação do senador do PL foi 'vergonhosa'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As declarações foram feitas durante um evento no Palácio da Alvorada, em Brasília, para celebrar os 81 anos do chefe de Estado. Em seu discurso, Lula mencionou a ida de seu adversário político aos Estados Unidos e criticou o que classificou como falta de respeito de Flávio "com seus eleitores e com a democracia".

"Eu fico pensando que culpa tem na consciência o cara que fugiu do Brasil. Quem não deve, não teme. Se ele saiu de seu país, é porque deve alguma coisa. Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso: o Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos EUA", declarou Lula.

Na ocasião, o mandatário também recordou que permaneceu no Brasil após perder as eleições presidenciais para Fernando Collor, em 1989, e Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998.

Ainda segundo Lula, Flávio poderia ter permanecido no país para "provar que as acusações não são verdadeiras". O petista também afirmou que tentou fazer com que o senador demonstrasse sua honestidade por meio da entrega de documentos, mas ressaltou que o parlamentar não apresentou os próprios documentos.

Ao lado da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, Lula revelou que recebeu convites para deixar o Brasil durante a Operação Lava Jato, mas decidiu permanecer no país para, segundo ele, "provar a inocência".

Durante a celebração, o petista também afirmou que plataformas digitais, incluindo a Meta, o sistema financeiro e o governo americano atuaram contra sua reeleição. Lula voltou a defender a soberania nacional e declarou que o Brasil "não é quintal de ninguém".

Nos Estados Unidos, o presidente do país, Donald Trump, voltou a comentar as eleições brasileiras durante um comício no Texas. Na ocasião, o republicano alegou que o pleito havia sido fraudado.

"Eles fraudam muito bem [democratas]. São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom", declarou o republicano.

O chefe de Estado americano cumpre uma série de compromissos de campanha antes das eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms, marcadas para 3 de novembro. .

Ansa - Brasil
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