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Criminosos planejaram atentado contra tenente da Rota durante 3 meses, diz secretário da segurança

Conforme Nico Gonçalves, suspeitos monitoravam a casa de Ronickson Pimentel antes do crime; policial segue internado na UTI em estado grave

1 jul 2026 - 17h56
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O atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), foi planejada há pelo menos três meses, segundo o secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves.

Em conversa com o Estadão nesta quarta-feira, 1°, o chefe da pasta informou que as investigações apuraram que um dos suspeitos envolvidos no crime já monitorava a casa do policial antes de ser baleado. "Isso aconteceu há uns três meses", afirmou o secretário.

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava parado com a sua moto em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado, 27. Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul no último sábado.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul no último sábado.
Foto: Reprodução/@r_pimentels via Instagam / Estadão

O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Tarapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente no domingo, 28. Eles são investigados por darem cobertura logística para os autores dos disparos, que seguem foragidos. Nesta quarta, a polícia informou também que identificou o suspeito de efetuar os disparos.

Nico afirmou que não poderia dar detalhes sobre o atirador, apenas que teve "diversas passagens" pela polícia. Disse ainda que as investigações apuram as motivações do crime. "Precisamos prender primeiro para depois descobrir o que levou a esse ataque contra o policial".

Dois homens suspeitos de envolvimento foram presos temporariamente no domingo, 28. Eles são investigados por darem cobertura logística para os autores dos disparos, que seguem foragidos.

A reportagem do Estadão obteve documentos que evidenciam a complexidade da ação dos executores do delegado, que envolvem a participação de outras três veículos usados para dar cobertura aos atiradores, facilitar a fuga dos envolvidos e ocultar os vestígios.

O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, com suporte da Corregedoria da PM. Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada no sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.

Segundo boletim divulgado pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota) nesta quarta, o policial apresentou evolução clínica e resposta satisfatória às medidas adotadas pelos médicos, que preveem a realização de uma nova tomografia de crânio.

Desde terça, a equipe médica tem reduzido a sedação de Pimentel e o uso de medicamentos para o controle da pressão. Conforme o boletim, o policial tem apresentado boa resposta ao tratamento neurológico.

Nesta terça-feira, a mulher do tenente, Cintia Pimentel, divulgou uma carta aberta nas redes sociais agradecendo as mensagens de apoio e atualizando o estado emocional da família. Ela afirmou que acompanha com esperança a evolução do quadro clínico.

"Minha prioridade agora é estar ao lado do Ronickson e da minha família. Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro, celebrando cada passo da recuperação", escreveu.

Estadão
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