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Criança atingida por placa de concreto do metrô do Recife está internada na UTI em estado grave

Kemilly Kethelyn, de 8 anos, participava de festa para comemorar o Dia das Crianças; menina passou por cirurgia na bacia e permanece na UTI

18 out 2021 18h35
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Kemilly Kethelyn Lino da Silva, de 8 anos, passou por uma cirurgia na bacia e está internada em estado grave na UTI pediátrica do Hospital da Restauração (HR) de Recife, após uma placa de concreto do metrô ter atingido a garota, no último sábado (16). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, a menina encontra-se atualmente sob respiração mecânica.

Kemilly Kethelyn participava de uma festa organizada pela ONG Mão Amiga em comemoração ao Dia das Crianças na comunidade do Papelão, no bairro do Coque, região central da cidade, quando foi atingida pela placa de concreto de um muro do metrô que desabou em cima dela, por volta das 13h. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) é a responsável pela estrutura e ainda não se pronunciou.

Segundo Jonata Bruno, enfermeiro e um dos organizadores do evento da ONG Mão Amiga, a garota brincava na calçada quando uma parte do muro caiu. Ele ainda reforça que havia mais de 100 crianças naquele momento por perto, além dos responsáveis pelo projeto e alguns familiares.

"Nós mesmos retiramos a placa de cima dela, porque sabíamos que esperar o socorro demoraria muito e a levamos por conta própria até um hospital próximo", afirma o enfermeiro.

Após o acidente, a menina foi levada ao Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (Imip), no bairro dos Coelhos, unidade de saúde mais próxima do bairro do Coque, onde chegou com múltiplos traumas. Posteriormente, foi transferida para o Hospital da Restauração. O hospital confirma a informação da Secretaria e complementa que o estado de saúde dela é considerado grave, mas estável. Por se tratar de uma criança, a equipe médica preferiu manter a sedação, porém a pequena está consciente.

O organizador da comemoração do Dia das Crianças conta que não há espaços de lazer para a realização de eventos na região e, por isso, a garota brincava na calçada, na extensão do muro do metrô.

Estadão
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