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Chefe do tráfico da Rocinha desconhecia sua morte forjada

3 fev 2010 - 02h38
(atualizado às 02h50)
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Acusado de forjar a própria morte para se livrar da polícia, o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, acusado de ser chefe do tráfico da Rocinha, teria ficado surpreso ao saber que seu nome constava de atestado de óbito. Quem garante isso são os advogados do bandido, que já cogitam a possibilidade de levar o caso à Corregedoria Geral Unificada (CGU), para que seja investigada a origem da trama e da confecção de dois documentos que seriam usados por Nem.

A tese de que Nem, que encabeça a lista de procurados pela polícia do Rio, foi vítima de armação, no entanto, não convence o delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Márcio Mendonça, que ironizou as suspeitas levantadas pelos advogados. "Em primeiro lugar, para fazer qualquer queixa na CGU ele tem que se apresentar e dizer que aquelas identidades não são dele. Quem teria interesse em fazer isso senão ele?", questionou.

O falso óbito foi descoberto a partir da apreensão de duas identidades - com nome verdadeiro e outra com o nome falso de Antônio Lopes - na mochila de um homem que tentava fugir dos agentes da Delegacia DRFA, na última sexta-feira. Nenhum dos documentos é verdadeiro, como disse a polícia.

Para o advogado Josimar de Oliveira, um dos que defendem o traficante, erros primários foram cometidos: "Além de a foto ser de outro documento, ela é velha. Quem vai tirar outro documento usa uma foto mais recente, provavelmente atual", disse. Outro erro apontado pelos advogados foi o número do registro geral usado no documento falso. A numeração pertence a outra pessoa - um homem de 31 anos - obtida no cartório da 5ª Circunscrição, em Copacabana.

Fotos diferentes

Na identidade original de Nem, expedida em 10 de novembro de 1995 pelo Instituto Félix Pacheco, sob o número 11729280-5, o traficante está de camisa branca. Em ambas as carteiras apreendidas, Nem aparece com camisa preta e uma branca por dentro. A foto em questão foi uma das primeiras imagens do rosto do bandido obtidas pela polícia. Na mesma mochila encontrada no chão pelos agentes da DRFA havia atestado de óbito assinado pelo médico Dalton Jorge Penna Aragão, preso em flagrante ao confessar ter assinado o laudo de insuficiência renal de diabetes por R$ 150 sem ver a vítima.

Quebra de sigilo de funcionários

O Delegado Márcio Mendonça, da DRFA, vai pedir a quebra de sigilo telefônico de cinco funcionários da funerária Rio Pax e do médico Dalton Jorge Penna Abrão, 59 anos, que confessou ter assinado o falso atestado de óbito. A polícia também tenta localizar o paradeiro de Antônio Carlos Santana Rosa, que assinou, como cunhado de Nem, o pedido de sepultamento do traficante.

Para Mendonça, não há dúvidas de que a empresa facilitou a tentativa de fraude. Por isso, todos os funcionários da loja de Copacabana foram submetidos a teste grafotécnico.

Fonte: O Dia
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