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Casal de oficiais do Exército é preso por retirar munições de quartel em Campinas

Munição estava no interior de uma bolsa, no compartimento traseiro do automóvel, que era dirigido pelo capitão

20 mai 2019
15h28
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SOROCABA - Um casal de militares do Exército foi flagrado, na noite de sábado, 18, transportando irregularmente munições de fuzil retiradas do 28.o Batalhão de Infantaria Leve (28.o BIL), em Campinas, no interior de São Paulo.

O carro dos suspeitos, um capitão de 34 anos e sua mulher, uma tenente de 30 anos, foi abordado pela Polícia Rodoviária Estadual no km 67 da Rodovia D. Pedro I, em Atibaia. Eles levavam 1.397 munições de fuzil retirados sem autorização do 28º Batalhão de Infantaria Leve (BIL), de Campinas, onde os dois militares eram lotados.

Entrada do 28º Batalhão de Infantaria Leve, em Campinas, interior de São Paulo
Entrada do 28º Batalhão de Infantaria Leve, em Campinas, interior de São Paulo
Foto: Google Street View/Reprodução / Estadão

A munição estava no interior de uma bolsa, no compartimento traseiro do automóvel, que era dirigido pelo capitão. Conforme a Polícia Civil, o casal voltava do Rio de Janeiro e seguiria para Campinas quando foi detido. Os policiais rodoviários disseram ter recebido uma denúncia sobre o transporte de material ilícito no carro, que passou a ser monitorado.

Na bolsa, foram encontradas 28 caixas de munição de calibre 556 x 45 milímetros, da marca CBC, pertencente ao Exército. Já na bolsa pessoal da tenente, os policiais acharam R$ 3.620 em dinheiro.

O casal foi levado para a delegacia da Polícia Civil em Atibaia. A tenente permaneceu em silêncio, mas o capitão alegou que havia retirado as munições para ministrar um curso de tiro. Ele disse que iria repor o material posteriormente. O casal recebeu voz de prisão pelo porte ilegal de munições de uso restrito. A Polícia Civil acionou os representantes do Exército.

Os dois foram levados para o 2.o BIL, em Campinas, onde passaram a noite. No domingo, 19, o casal foi transferido para o 2.o Batalhão de Polícia do Exército em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar o fato.

Conforme o que já foi apurado, o capitão tinha livre acesso às munições de uso reservado do Exército em virtude de sua atividade profissional, mas não tinha autorização para retirar a munição do quartel. Informações não confirmadas pelas Forças Armadas dão conta de que outras 460 munições de calibre 7,62 mm também teriam sido levadas do 28.o BIL, mas não estavam no carro do capitão. A suspeita é de que tivessem sido vendidas pelo casal no Rio de Janeiro, o que explicaria o dinheiro em posse da tenente.

Em nota, o Comando Militar do Sudeste confirmou a prisão dos dois oficiais por transporte irregular de munições. "Após formalidades legais, os oficiais foram transferidos para unidade carcerária do Exército, onde permanecerão presos à disposição da justiça. Procedimentos administrativos já foram instaurados para apuração dos fatos", diz a nota.

"Cabe ressaltar que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita por parte de seus integrantes, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com os valores militares ou com a ética castrense", conclui.

Estadão
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