Brasileiro é preso após FBI identificar plano de matar o filho em mensagens enviadas ao ChatGPT
Após identificar as ameaças, o FBI acionou o Ministério da Justiça, e a Polícia Civil do Espírito Santo prendeu o suspeito
Um homem de 56 anos foi preso no Espírito Santo suspeito de planejar a morte do próprio filho para evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira. A investigação começou após o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, identificar mensagens enviadas pelo investigado ao ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, nas quais ele detalhava o plano criminoso. O caso foi divulgado nesta quinta-feira, 25.
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A prisão foi realizada no último dia 19 pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha. Segundo a corporação, a operação foi desencadeada após autoridades norte-americanas compartilharem informações que apontavam risco concreto à integridade da vítima.
De acordo com o delegado-adjunto da DRCC, Ícaro Olímpio, o alerta foi encaminhado pelo FBI ao Ministério da Justiça, que posteriormente repassou o caso à Polícia Civil. "Nessa conversa com a inteligência artificial, ele relatava que estava contratando um pistoleiro para matar o próprio filho", afirmou em coletiva de imprensa.
Segundo Olímpio, o homem não mantinha contato com a criança, fruto de um relacionamento anterior. A motivação, segundo a investigação, seria impedir que a ex-companheira pudesse cobrar a pensão alimentícia.
O delegado afirmou ainda que, nas mensagens, o suspeito dizia já possuir os meios para cometer o crime. "Ele informou que já tinha uma arma, corda e até veneno, mais especificamente cianeto", disse.
As conversas analisadas pela polícia também indicam que o investigado pretendia praticar outros ataques violentos. "Além de planejar matar o filho, ele externalizou para a inteligência artificial que faria atentados contra escolas, igrejas e até autoridades públicas, tentando fazer o maior número possível de vítimas", afirmou Olímpio.
Segundo o delegado, os ataques tinham data prevista para acontecer. "Ele chegou a informar que esses atos de extrema violência seriam realizados no dia 20 de junho. Com esse conjunto de informações, conseguimos agir para prevenir e evitar que esses crimes acontecessem", declarou.
A prisão foi cumprida em Farturinha, zona rural de São Gabriel da Palha, durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Ainda segundo Olímpio, o caso demonstra que ameaças feitas em plataformas digitais podem ser identificadas e compartilhadas com as autoridades. "Tudo o que é colocado na internet pode ser comunicado às plataformas. Existe um trabalho integrado entre elas, o Ministério da Justiça e as polícias para prevenir esse tipo de crime. Nós esperamos que esses ataques nunca aconteçam, mas trabalhamos como se eles fossem acontecer", afirmou.
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