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Cresce reprovação do preço das tarifas do transporte em SP

19 jan 2016
18h52
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Aumentou o número de moradores da capital paulista que reprovam o valor das tarifas do transporte público na cidade. Segundo a pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), divulgada hoje (19), 81% dos moradores da cidade de São Paulo avaliaram com notas entre 1 e 5 o preço das passagens de ônibus, trens e metrô. O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas entre 30 de novembro e 18 de dezembro do ano passado. No levantamento anterior, feito no final de 2014, a desaprovação era de 74%.

Foto: Peter Leone / Futura Press

Nesta terça-feira, São Paulo tem o quarto dia de protestos contra o reajuste das tarifas do transporte público de R$ 3,50 para R$ 3,80. O Movimento Passe Livre (MPL) convocou um ato com concentração na Avenida Brigadeira Faria Lima que se dividirá em duas frentes: uma seguirá para a prefeitura, no centro da cidade, e a outro para o Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo estadual, na zona oeste. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto também convocou duas manifestações para o final da tarde de hoje – uma na zona leste e outra na zona sul da capital.

De acordo com a pesquisa Irbem, 17% da população paulistana acha que a qualidade de vida piorou muito e 19%, que piorou um pouco. Na pesquisa anterior, os percentuais para os itens eram 3% e 10%, respectivamente. O percentual dos que acham que a qualidade de vida melhorou muito caiu de 9% para 6%. O número dos que acreditam que melhorou um pouco caiu de 28% para 17%.

Foto: Rogério Cavalheiro / Futura Press

Houve queda em 24 das 25 áreas que compõem o índice. A única que permaneceu estável na comparação com a pesquisa anterior foi a de relações com animais. Os itens relacionados a trabalho, desigualdade social, assistência social e consumo estão entre aqueles cuja avaliação mais piorou.

Para o coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo, organização responsável pelo estudo, Maurício Broinizi, os resultados foram influenciados pelo contexto de crise econômica e política. “As perguntas mais genéricas estão refletindo o contexto histórico que nós estamos vivendo, de muito pessimismo, e a crise econômica, que interfere muito no bem-estar das pessoas”, disse Broinizi após a apresentação da pesquisa.

Segundo Broinizi, as perguntas objetivas sobre serviços públicos tiveram variação muito menor e até melhora de avaliação, em alguns itens. “Quando comparamos com as avaliações que os paulistanos fazem ponto a ponto dos serviços e equipamentos públicos, as variações são muito pequenas”, afirmou.

Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press

Poder Público

As avaliações relacionadas à atuação do Poder Público tiveram queda significativa. Apenas 5% dos moradores de São Paulo consideram ótimas ou boas as ações da Câmara Municipal. Para 71% dos entrevistados, o trabalho dos vereadores é ruim ou péssimo. No levantamento anterior, o índice de aprovação do Legislativo municipal era de 10%.

Quanto à administração do prefeito Fernando Haddad, caiu de 15% para 13% o percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom e de 45% para 31%, o dos que consideram regular. Os que acham a administração ruim ou péssima passaram de 40% para 56%.

Polícia dispara bombas de efeito moral durante protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade de São Paulo
Polícia dispara bombas de efeito moral durante protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade de São Paulo
Foto: André Lucas Almeida/Futura Press

 

Agência Brasil Agência Brasil
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