Ataque a policiais do Denarc e morte de refém no RS resulta em condenação de criminosos que somam mais de 170 anos de prisão
Confronto ocorrido em 2022 terminou com a morte de um refém e disparos contra equipes de investigação; penas ultrapassam três décadas.
Seis homens foram condenados pelo Tribunal do Júri em Camaquã após serem denunciados pelo Ministério Público por ataques contra a Polícia Civil. O veredito, proferido nesta sexta-feira (17), responsabiliza o grupo pelas tentativas de homicídio contra quatro agentes do Denarc e pelo assassinato de um refém. A ação criminosa foi interrompida pelas forças de segurança durante uma operação de combate ao tráfico de drogas em fevereiro de 2022.
De acordo com o MPRS, o grupo utilizava armamento de calibre restrito e estava posicionado em uma área rural para realizar um ataque contra uma facção rival. Ao serem identificados pelos policiais civis, os criminosos iniciaram um intenso tiroteio. A atuação dos promotores Lucas Codeceira e Fernando Mello Müller destacou a periculosidade do bando e a gravidade da agressão contra os servidores do Estado em serviço.
As sentenças de reclusão para cinco dos réus foram fixadas em patamares elevados: 39, 38, 37, 33 e 29 anos de prisão. Além da reclusão, os condenados deverão cumprir penas acessórias de detenção. Um sexto envolvido, embora absolvido de crimes mais graves como associação criminosa, foi sentenciado a um ano de detenção pelo porte ilegal de arma de fogo.
A condenação é vista como um marco no combate à violência contra agentes de segurança na região. O Ministério Público demonstrou que a organização criminosa estava preparada para o confronto armado, utilizando o refém como escudo e alvo colateral na disputa pelo controle do narcotráfico local, o que justificou as qualificadoras de homicídio e tentativa de homicídio.
MPRS.
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