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Caso Théo: pai acusado de matar filho de 5 anos vai a júri popular em São Gabriel

O caso que chocou o Rio Grande do Sul e teve repercussão nacional chega ao Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (4), em São Gabriel. O pai de Théo Ricardo Felber, de 5 anos, será julgado pela morte do menino, que foi arremessado ainda vivo de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, de uma altura […]

30 out 2026 - 19h38
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Resumo
O pai de Théo, de 5 anos, vai a júri popular em São Gabriel (RS) acusado de matar o filho ao arremessá-lo vivo de uma ponte de 15 metros para atingir a ex-companheira após o término. O crime, que impulsionou a tipificação do vicaricídio no Brasil, ocorreu após a criança ser agredida e morrer por traumatismo cranioencefálico. O réu responde por homicídio qualificado, tentativa e ameaça contra a mãe da vítima. O julgamento ocorre nesta quarta-feira e deve ser concluído no mesmo dia.

O caso que chocou o Rio Grande do Sul e teve repercussão nacional chega ao Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (4), em São Gabriel. O pai de Théo Ricardo Felber, de 5 anos, será julgado pela morte do menino, que foi arremessado ainda vivo de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, de uma altura de aproximadamente 15 metros. O crime também está entre os casos que impulsionaram a criação da lei que tipificou o vicaricídio no Brasil. Preso, o acusado responde por tentativa de homicídio qualificado, homicídio qualificado consumado e ameaça contra a ex-companheira.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Théo foi agredido pelo pai em 24 de março do ano passado. No dia seguinte, teria sido jogado da ponte. O laudo pericial apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte. Para a acusação, o homem agiu para atingir a ex-companheira após o fim do relacionamento. O julgamento começa às 9h e deve reunir oito pessoas para depoimentos, incluindo a mãe da criança, além do interrogatório do réu. Os debates entre acusação e defesa devem durar cerca de cinco horas.

A sessão será conduzida pelas promotoras Maria Fernanda Rabelo Ramalho e Graziela Lorenzoni. O Ministério Público sustenta qualificadoras como motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da condição de a criança ter menos de 14 anos e ser descendente do acusado. A previsão é de que o julgamento seja concluído no mesmo dia, mas os trabalhos podem avançar pela madrugada de quinta-feira (5). A segurança terá reforço da Polícia Judicial e da Brigada Militar.

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