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Brasil

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Bolsonaro cobra TSE sobre vulnerabilidades encontradas pelas Forças Armadas no sistema eleitoral

10 fev 2022 - 20h58
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, mesmo vencido o prazo nesta quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se pronunciou sobre vulnerabilidades no sistema de votação apontadas pelas Forças Armadas, voltando seu discurso novamente a colocar em dúvida as urnas eletrônicas.

"Foram levantadas várias, dezenas de vulnerabilidades, foi oficiado o TSE para que pudesse responder às Forças Armadas - porque afinal de contas, o TSE pode ser que esteja com a razão. Pode ser, por que não?", disse o presidente na tradicional transmissão ao vivo por redes sociais que costuma fazer às quintas-feiras.

"Passou o prazo que a administração diz, 30 dias, ficou um silêncio. Foi reiterado, o prazo se esgotou no dia de hoje, tá certo?", continuou Bolsonaro.

"E isso está na mão do ministro (da Defesa) Braga Netto para tratar desse assunto. E ele está tratando desse assunto e vai com toda a certeza entrar em contato com o presidente do TSE para ver se o atraso foi em função do recesso (do Judiciário) , não foi, se a documentação vai chegar. E daí as Forças Armadas vão analisar isso daí e vão dar uma resposta", afirmou.

Bolsonaro, que no ano passado defendeu o voto impresso, questionou a confiabilidade das urnas chegando a anunciar que não aceitaria o resultado de eleições que não ocorressem de maneira "limpa", havia amenizado o tom após uma crise institucional.

Também passou a chancelar o atual sistema de votação, após o convite a um representante das Forças Armadas para participação em um comitê que acompanha o processo de validação das urnas eletrônicas.

Em 2022, no entanto, voltou à carga, mas tem deixado claro que a participação das Forças Armadas ocorreu a convite do TSE.

"O que nós queremos e eu tenho certeza que o TSE também quer, né, tenho certeza disso, é eleições limpas, transparentes, e realmente, eleições que possam ser auditáveis. É o mínimo que se espera de um processo eleitoral. Porque ninguém acredita em pesquisa", acrescentou.

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