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Ativista bolsonarista Sara Winter é presa em Brasília

Ela é investigada por envolvimento em atos antidemocráticos

15 jun 2020 - 09h15
(atualizado às 09h33)
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A ativista Sara Winter foi presa nesta segunda-feira (15), em Brasília, no âmbito de um inquérito que apura atos antidemocráticos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Protesto antidemocrático em Brasília, em 9 de maio
Protesto antidemocrático em Brasília, em 9 de maio
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. Outras cinco pessoas foram detidas.

O inquérito apura a organização e o financiamento de protestos pró-ditadura realizados nos últimos meses por apoiadores de Bolsonaro, que pediam intervenção militar, a restauração do AI-5 (Ato Institucional Número 5, principal instrumento de repressão na ditadura militar) e o fechamento do STF.

Sara Fernanda Giromini, a "Sara Winter", lidera um grupo de extrema direita chamado "300 do Brasil". A organização oferece treinamento militar para seus integrantes, leva pessoas armadas para manifestações e, recentemente, fez um ato com tochas, máscaras e roupas pretas em frente ao STF, copiando símbolos usados por supremacistas brancos americanos.

Na noite do último sábado (13), o grupo lançou fogos de artifício contra o palácio do Supremo Tribunal Federal. Winter também é investigada no chamado inquérito das fake news e foi alvo de mandados de busca e apreensão no fim de maio.

Entre maio e outubro de 2019, ela exerceu o cargo de coordenadora de atenção à gestante no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves. 

Ansa - Brasil
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