Assessor de Trump fretou jato para fuga de Flávio Bolsonaro, diz mídia
Jason Miller teria organizado plano com Eduardo, irmão do senador
Após ser derrotado nas eleições presidenciais por Lula e intimado a entregar o passaporte, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil para os Estados Unidos com a família em um jato fretado por Jason Miller, assessor de Donald Trump. O ex-candidato, que é alvo de inquéritos no STF por corrupção e lavagem de dinheiro, desembarcou na Flórida após passar por Argentina e Equador. Trump autorizou a entrada por meio de visto humanitário e Washington planeja conceder o "green card" a Flávio por tempo indeterminado.
Um assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria providenciado o jato de luxo usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), durante sua fuga do Brasil para a Flórida, após perder as eleições presidenciais.
A informação, inicialmente divulgada pelo jornal The New York Times, foi confirmada nesta quinta-feira (29) pelo Metrópoles, segundo o qual, o próprio assessor de Comunicação da Casa Branca, Jason Miller, teria validado sua participação direta na trama para o portal.
De acordo com a reportagem do jornal americano, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e irmão de Flávio, manteve contato com Miller sobre o plano.
"O plano foi colocado em prática na segunda-feira (26), depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou uma fonte ao NYT.
Com o jato fretado pelo governo americano, Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28) com a esposa e duas filhas menores, após fugir do Brasil através da Argentina e fazer uma parada no Equador para reabastecer a aeronave.
Trump autorizou a entrada do candidato derrotado e de sua família no país por meio de um visto humanitário, com validade de um ano.
No entanto, o NYT revelou que Washington deve acelerar a concessão de um "green card" a Flávio, assim como fez com Eduardo. O documento permite que estrangeiros vivam legalmente no país por tempo indeterminado.
Apesar de ter criticado as eleições presidenciais no Brasil, que reelegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, Trump reforça que "não tomou partido" no pleito e que "conversará com Lula", de quem "gosta muito".
Flávio não aceitou a derrota nas urnas para o atual presidente, que recebeu cerca de 4 milhões de votos a mais que ele em 25 de outubro.
Ao chegar aos EUA, o primogênito de Jair Bolsonaro publicou uma carta se autodeclarando "presidente eleito". Porém, pouco tempo depois, ele recuou e divulgou uma nova versão do texto, se definindo como "líder do Brasil".
Flávio é alvo de inquéritos no STF por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas em supostas negociatas envolvendo o advogado Willer Tomaz e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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