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Aprovação do governo melhora e atuação de Lula frente a tarifas dos EUA é bem avaliada, diz Genial/Quaest

20 ago 2025 - 07h56
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A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a tendência de melhora e subiu 3 pontos percentuais em agosto, mostrou pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, e a postura do presidente frente às tarifas comerciais impostas pelos EUA ao Brasil também foi bem avaliada pelos entrevistados, que viram de forma negativa a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados sobre as tarifas.

De acordo com o levantamento, a aprovação do governo Lula passou de 43%, em julho, para 46% em agosto. Em maio, essa parcela correspondia a 40%. Os que desaprovam o governo, por sua vez, passaram de 53% em julho para 51% agora. Em maio, 57% desaprovavam o governo.

A avaliação do governo segue a mesma linha, com 31% de avaliação positiva em agosto. Em julho, essa parcela correspondia a 28%. Na rodada anterior, em maio, o governo tinha avaliação positiva de 26%.

Os que avaliam o governo negativamente agora são 39%, uma oscilação de um ponto percentual em relação ao apurado em julho, quando foram registrados 40%. Em maio, esse mesmo grupo era de 43%.

Em uma das perguntas da sondagem, em que o entrevistado é questionado sobre sua expectativa em relação à economia nos próximos 12 meses, aqueles que acreditam em uma melhora -- 40% -- empataram com os que esperam uma piora. Em julho, 43% acreditavam que a economia iria piorar, enquanto 35% tinham a expectativa de uma melhora.

Um tópico que mostrou uma variação significativa foi o do preço dos alimentos, tema que ajudou a abalar a popularidade de Lula. Para 60% dos entrevistados no último mês, esses preços subiram, enquanto em julho essa parcela era de 76%. Já os que disseram que esses preços caíram passaram para 18%, ante 8% no mês passado.

TARIFAS

Quando o assunto é a tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros exportados para aquele país, 71% consideram que o presidente norte-americano, Donald Trump, está errado. Outros 21% avaliam que ele está correto. A defesa de seus próprios interesses políticos foi listada como o motivo da adoção das tarifas por 51% dos entrevistados, enquanto a defesa dos interesses comerciais dos EUA foi apontada por 23%.

A atuação de Lula e de seu partido, o PT, é apontada por 48 como o "lado" que "está fazendo o que é mais certo nesse embate". Em julho, eram 44%. Bolsonaro e seus aliados são citados por 28% agora, ante 29% na rodada anterior.

A sondagem questionou se Lula estaria se aproveitando da situação para se promover. Para 49%, o presidente está agindo "em defesa do Brasil"; para 41%, está agindo "para se promover".

A busca de uma solução via negociação é defendida por 67% dos entrevistados -- em julho eram 61% --, enquanto uma resposta recíproca por meio da taxação de produtos norte-americanos é apontada como saída por 26%, ante 31%, na rodada anterior.

Trump impôs uma tarifa de 50%, com algumas exceções, vinculando a medida, em grande parte, ao que ele chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro -- réu num processo em que é acusado de tentativa de golpe de Estado. O presidente norte-americano menciona também o que chamou de práticas comerciais injustas do Brasil com os EUA.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 69% dos entrevistados consideram que deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defende "os interesses próprios dele e da família Bolsonaro", enquanto 23% avaliam que ele defende "os interesses do Brasil".

Eduardo está morando nos Estados Unidos e tem mantido contato com autoridades em Washington buscando sanções contra autoridades brasileiras em defesa do pai e para combater o que chama de crise institucional no Brasil.

Em entrevista à Reuters na semana passada, Eduardo descreveu as tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros como um "remédio amargo" destinado a conter o que classificou de ofensiva judicial descontrolada contra o ex-presidente.

O levantamento Genial/Quaest perguntou aos entrevistados se acreditam que Trump seria capaz de reverter a inelegibilidade de Jair Bolsonaro -- 55% respondem que não, ante 59% em julho, e 36% dizem que sim, ante 31% em julho.

Bolsonaro está fora da corrida eleitoral por 8 anos por duas condenações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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