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Brasil registra aumento na incidência de câncer de tireoide e projeções indicam 16 mil novos casos anuais

Tumor é o quinto mais frequente entre mulheres no país; nas regiões Sudeste e Nordeste, a patologia ocupa a quarta posição nas estatísticas femininas

13 mar 2026 - 17h39
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O câncer de tireoide apresenta uma trajetória de crescimento estatístico no Brasil e no mundo. De acordo com dados globais de 2022, a neoplasia acometeu 821 mil pessoas, posicionando-se como o sétimo tumor mais frequente em escala mundial. No cenário nacional, as estimativas apontam uma evolução nos diagnósticos: enquanto em 2014 registraram-se 9.200 casos, a projeção para o triênio 2026-2028 é de 16.450 novas ocorrências anuais.

Mais de 90% dos casos são carcinomas papilares e foliculares, que apresentam altas chances de cura
Mais de 90% dos casos são carcinomas papilares e foliculares, que apresentam altas chances de cura
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A incidência da doença no sistema endócrino apresenta uma disparidade de gênero, afetando cinco vezes mais as mulheres do que os homens. Estudos correlacionam essa diferença a fatores hormonais e ao maior acesso da população feminina a exames diagnósticos. No Brasil, o tumor é o quinto mais comum entre mulheres em âmbito nacional, subindo para a quarta posição nas regiões Sudeste e Nordeste.

Segundo o médico especializado em câncer de cabeça e pescoço Vinícius Freire, da Oncologia D'Or, a alta concentração de endocrinologistas e centros de saúde no Sudeste facilita o diagnóstico incidental e precoce. Sobre a situação em outras regiões, o especialista analisa o cenário atual:

"Embora não tenha o mesmo nível de sobrediagnóstico do Sudeste, o Nordeste tem assistido à expansão recente do acesso a exames nas redes públicas e privadas, à implementação de exames de ultrassonografia no interior dos estados e programas de saúde da mulher mais ativos", afirma Vinícius Freire.

Apesar do aumento no volume de diagnósticos, a taxa de mortalidade permanece em patamares baixos. Em 2023, o Brasil registrou 988 óbitos pela doença, sendo 320 homens e 668 mulheres.

A tireoide é uma glândula responsável pela secreção de hormônios que coordenam o metabolismo, o ritmo cardíaco e a temperatura corporal. Suas funções abrangem desde o crescimento de crianças até a regulação de ciclos menstruais, memória e concentração.

Na fase inicial, os tumores de tireoide costumam ser assintomáticos devido às dimensões reduzidas. Com a evolução do quadro, podem surgir sinais físicos como nódulos, inchaço na região cervical, alterações na voz e dificuldade no processo de deglutição. A detecção é realizada por meio de histórico clínico, exame físico e ultrassonografia de pescoço para identificar nódulos com características suspeitas.

Fazem parte dos grupos de risco indivíduos com 50 anos ou mais, obesos, pessoas com dietas deficientes em iodo ou com histórico familiar da doença. A exposição a radiações ionizantes (raios-X, raios gama e iodo radioativo) também é um fator de risco.

"Profissionais que lidam com radiações ionizantes em suas rotinas de trabalho devem utilizar de forma correta os equipamentos de proteção individual (EPI) a fim de evitar o câncer de tireoide", concluiu o médico.

Mais de 90% dos casos são carcinomas papilares e foliculares, que apresentam altas chances de cura. O tratamento padrão é a intervenção cirúrgica para remoção total ou parcial da glândula. Em situações de risco de recidiva, utiliza-se a terapia com iodo radioativo. Para casos metastáticos ou resistentes ao iodo, o arsenal terapêutico inclui terapias-alvo moleculares e imunoterapia.

A prevenção envolve o controle do peso corporal e hábitos saudáveis. O mapeamento genético é indicado para famílias com histórico de carcinoma medular, visando identificar mutações no gene RET, marcador de um subtipo mais agressivo da doença.

Perfil Brasil
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