Brasil passa a ter pagamentos feitos com leitura da palma da mão; conheça
O sistema já está em funcionamento no Distrito Federal. A expectativa é que a novidade também chegue ao comércio de São Paulo este ano.
Pagar uma compra sem cartão, celular ou dinheiro em espécie começa a deixar de ser uma ideia futurista no Brasil. A tecnologia de autenticação pela palma da mão já deu os primeiros passos no país e promete transformar a forma como consumidores realizam pagamentos nos próximos meses.
Desenvolvida inicialmente na China, a solução utiliza a biometria da palma da mão para identificar o usuário e autorizar transações. O sistema já está em funcionamento no Distrito Federal, onde idosos utilizam a tecnologia para acessar gratuitamente as estações do metrô.
A expectativa é que a novidade também chegue ao comércio de São Paulo, incluindo supermercados, estádios e outros estabelecimentos, ainda neste ano.
O funcionamento é simples para o usuário. Após realizar um cadastro que associa a biometria da palma da mão a uma conta bancária ou meio de pagamento, basta aproximar a mão do leitor instalado no caixa. Em poucos segundos, a identidade é confirmada e o pagamento é autorizado, sem necessidade de apresentar cartões, digitar senhas ou utilizar o celular.
Mapeamento de veias e fluxo sanguíneo
A tecnologia utiliza sensores capazes de mapear não apenas as características externas da mão, mas também o padrão das veias e do fluxo sanguíneo, criando uma assinatura biométrica considerada única para cada pessoa. Segundo as empresas responsáveis pelo desenvolvimento, esse modelo oferece maior resistência a fraudes quando comparado a métodos tradicionais de autenticação biométrica.
Outro ponto destacado pelas desenvolvedoras é a proteção das informações dos usuários. Os dados biométricos são armazenados seguindo as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a promessa de transparência sobre a coleta, o tratamento e o uso dessas informações pessoais.
Desconfiança
Apesar das vantagens em praticidade e segurança, a novidade ainda desperta dúvidas entre parte dos consumidores, principalmente em relação à privacidade e ao armazenamento de dados biométricos.
Ainda assim, especialistas do setor financeiro avaliam que a tendência acompanha a evolução dos meios de pagamento digitais no Brasil e pode ganhar espaço gradualmente à medida que mais empresas adotem a tecnologia.
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