Bolsonaro pede a Moraes autorização para remover pinta em hospital
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para se submeter a uma cirurgia de pele no próximo domingo (14). Como está em prisão domiciliar desde agosto, Bolsonaro depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes para deixar sua residência e comparecer ao hospital.
O ofício encaminhado pela defesa menciona que o procedimento é necessário devido a duas condições identificadas em exames médicos recentes. Segundo o laudo, o ex-presidente tem um "nevo melanocítico do tronco" e uma "neoplasia de comportamento incerto". O primeiro caso se refere a uma pinta considerada comum e geralmente benigna. Já a segunda lesão, de origem indefinida, pode ser classificada como benigna ou maligna apenas após análise posterior.
A autorização será concedida?
De acordo com a equipe médica, o procedimento está registrado sob o código de "exérese e sutura de hemangioma, linfangioma ou nevus". Essa classificação se aplica a cirurgias destinadas à retirada de lesões superficiais de pele. A intervenção será feita em regime ambulatorial, no Hospital DF Star, em Brasília, com alta prevista para o mesmo dia. O médico responsável pelo procedimento é Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica.
Se Moraes conceder a autorização, a operação ocorrerá dois dias após o término do julgamento da ação penal em que Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado. O processo foi apreciado pela Primeira Turma do STF e tem previsão de conclusão na sexta-feira (12).
Bolsonaro já havia passado por exames que detectaram esofagite e gastrite. Ele cumpre prisão domiciliar determinada em 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares, como o uso de redes sociais, mesmo por meio de terceiros. Antes da prisão, chegou a participar de ato político por chamada de vídeo, fato apontado pelo ministro como violação deliberada das restrições impostas.