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Barrichello processa Scuderia Bandeiras por R$ 2,4 milhões após saída da Stock Car; entenda o caso

Na ação, o piloto pede reparações por danos materiais e morais, além da suspensão da cláusula de exclusividade do contrato

26 ago 2026 - 13h38
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Resumo
Rubens Barrichello acionou a Justiça contra a Scuderia Bandeiras, cobrando R$ 2,4 milhões por rescisão, danos morais e materiais após a equipe deixar a Stock Car no meio da temporada. A ação pede o fim da exclusividade para que o piloto volte a correr em 2026. A Bandeiras alegou problemas contratuais com a categoria para encerrar as atividades, mas afirmou não se opor ao retorno de Barrichello por outro time, disponibilizando sua estrutura a custo zero para viabilizar a volta do piloto ao grid.

Rubens Barrichello entrou na Justiça contra a Scuderia Bandeiras, equipe comandada por Átila Abreu, após a saída do time da Stock Car no meio da temporada. A ação, revelada pelo 'Motorsport.com', tem valor de R$ 2,4 milhões e, segundo o site, busca permitir que o piloto volte a competir ainda neste ano.

Na ação, Rubens Barrichello pede reparações por danos materiais e morais, além da suspensão da cláusula de exclusividade
Na ação, Rubens Barrichello pede reparações por danos materiais e morais, além da suspensão da cláusula de exclusividade
Foto: Dom Gibbons/Getty Images / Perfil Brasil

O processo tramita na 10ª Vara Cível da Comarca de Sorocaba (SP). Barrichello pede a resolução do contrato, o pagamento de valores previstos no acordo e reparações por danos materiais e morais. Ademais, solicita a suspensão da cláusula de exclusividade, que atualmente dificulta negociações com outra equipe.

Por que Barrichello ficou sem correr?

A Scuderia Bandeiras anunciou sua saída da Stock Car em 1º de julho, quando o campeonato havia disputado apenas cinco das 12 etapas previstas para 2026. Barrichello havia começado a temporada pela equipe depois de passar 13 anos consecutivos na Full Time.

Assim, com o encerramento das atividades da Bandeiras, o piloto teria ficado sem carro para disputar o restante do campeonato. O acordo firmado para a temporada previa remuneração total de R$ 2 milhões, dividida em dez parcelas de R$ 200 mil, além de uma comissão relacionada a patrocínios do Grupo ALE.

O que diz a Scuderia Bandeiras?

Logo após o anúncio da saída da equipe, Átila Abreu afirmou, em entrevista ao 'GE', que a decisão estava relacionada a questões contratuais envolvendo a organização da Stock Car. Além disso, mencionou questões tributárias e demonstrou preocupação com a segurança jurídica de parceiros, patrocinadores, equipes e pilotos.

Depois da divulgação do processo, então, a Scuderia Bandeiras publicou um comunicado afirmando não se opor ao retorno de Barrichello à categoria por outra equipe. Na nota, a organização destacou ainda que mantém, "acima de qualquer divergência contratual", à disposição do piloto, a custo zero, o carro, carreta, estrutura, engenheiros e mecânicos para viabilizar a sua volta ao grid.

"Algo que sempre foi verdadeiro dentro da Scuderia Bandeiras: a admiração e o respeito por Rubens Barrichello. Ele construiu uma das histórias mais importantes do automobilismo brasileiro e fez parte da história da nossa equipe. As questões contratuais não apagam os momentos vividos, as conquistas compartilhadas e, muito menos, o respeito construído ao longo dessa caminhada. A Scuderia Bandeiras espera que os pontos ainda existentes sejam solucionados em breve entre as partes", concluiu a equipe.

Perfil Brasil
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