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EUA dizem que hackers chineses invadiram Departamento de Justiça, Nasa, Federal Reserve, Senado e outras instituições

26 ago 2026 - 12h53
(atualizado em 27/8/2026 às 10h13)
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Resumo
Os Estados Unidos desmantelaram uma operação de hackers chineses que atacou agências estratégicas como a Nasa, o Federal Reserve, o Senado e o Departamento de Justiça desde 2018. Segundo as autoridades americanas, a infraestrutura apreendida pertencia à empresa Nanjing Xinjiuwei, que prestava serviços de espionagem cibernética para a inteligência e as Forças Armadas da China. Alvos na Coreia do Sul e infraestruturas críticas globais também foram comprometidos pelo grupo.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que desmantelaram uma operação de hackers chineses responsável por invasões no Departamento de Justiça dos EUA, na Nasa, no Federal Reserve, no Senado dos EUA e em ⁠outras agências governamentais de importância estratégica.

Em um comunicado, o ‌Departamento de Justiça informou ter apreendido domínios utilizados por duas plataformas de hackers, denominadas "QScan" e "QTRouter", que, ‌segundo o órgão, haviam sido empregadas ‌como parte da campanha. Um depoimento juramentado ⁠identificou o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde e quatro empresas não identificadas nos Estados Unidos e na Coreia do Sul como estando entre ‌as vítimas dos hackers.

A Embaixada da China em Washington ‌não respondeu imediatamente ⁠a uma ⁠mensagem solicitando comentários. Pequim nega rotineiramente qualquer responsabilidade por atividades ⁠de hackers.

O Departamento de ‌Justiça afirmou que ‌as plataformas eram operadas por uma empresa sediada na China, a Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company, cujos clientes, segundo o órgão, incluíam a agência de ⁠inteligência civil da China, o Ministério de Segurança do Estado e suas Forças Armadas, o Exército Popular de Libertação.

A Reuters não conseguiu localizar imediatamente os dados de contato ‌da Nanjing Xinjiuwei.

O depoimento afirma que a infraestrutura de computadores do grupo foi usada para comprometer infraestruturas críticas ⁠e outras redes sensíveis nos EUA e em todo o mundo desde pelo menos 2018.

Especialistas que acompanham as atividades cibernéticas chinesas afirmam que prestadores de serviços privados realizam rotineiramente invasões de grande repercussão em nome de várias agências governamentais chinesas.

"Na última década, o número de empresas que oferecem serviços ofensivos especializados explodiu", disse Dakota Cary, analista especializado na China da empresa de segurança cibernética SentinelOne.

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