Ataque à sede de milícia armada termina com 3 mortos e 8 feridos em Benghazi
Pelo menos três pessoas morreram e oito ficaram feridas durante um ataque realizado por centenas de manifestantes à sede de uma milícia armada em Benghazi, a segunda maior cidade líbia, afirmaram neste sábado à Agência Efe fontes hospitalares.
As vítimas foram registradas durante a invasão da sede da milícia Rafalah Essahati em Benghazi. Embora a maioria de seus membros tivessem deixado o local, alguns deles permaneceram na sede e atiraram contra os invasores, matando três deles e ferindo outros oito.
Outro ataque foi registrado na sede da milícia Ansar al Sharia (Defensores da lei islâmica), suspeita de estar por trás do ataque ao consulado dos Estados Unidos na cidade, que terminou com a morte do embaixador americano Christopher Stevens e de outros três funcionários.
Os manifestantes atacaram as três sedes deste grupo, o que obrigou seus membros a fugirem e abandonarem suas armas e material de guerra.
Milhares de moradores de Benghazi, epicentro da rebelião que provocou a queda do regime de Muammar Kadafi, participaram ontem de uma grande manifestação para reivindicar a dissolução das milícias armadas e protestar contra a proliferação de armas no país.
Na concentração, convocada dez dias depois do ataque ao consulado americano, realizado durante um protesto contra um vídeo produzido nos EUA que ridiculariza o profeta Maomé, era possível ler faixas com frases como "Benghazi merece algo melhor", "Não às milícias armadas" e "Sim à integração dos rebeldes ao Exército".
Após os protestos, o presidente do Parlamento, Mohammed el Meguerif, elogiou as reivindicações dos manifestantes, que segundo ele reafirmam o compromisso com "as instituições legítimas" e criticam "os inimigos da nação".
Já o novo primeiro-ministro, Mustafa Abu Shagur, declarou que seu governo deseja o desarmamento das milícias que não dependem das forças regulares. EFE
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