Às vésperas da Copa, Raphinha admite falta de conexão com brasileiros: 'Não posso mudar o gosto das pessoas'
O atacante do Barcelona reconhece distanciamento do público brasileiro, mas promete entrega máxima em campo durante a preparação para a Copa do Mundo
O atacante Raphinha abriu o coração durante uma entrevista coletiva realizada nessa quarta-feira (10). Longe do futebol brasileiro desde os 18 anos, o jogador do Barcelona admitiu que sente uma clara falta de conexão com os torcedores da Seleção Brasileira. Ele lamentou o fato de algumas pessoas não aprovarem o seu estilo de jogo, mas ressaltou que encara essa distância com naturalidade devido ao seu histórico profissional construído quase que inteiramente na Europa. O atleta iniciou sua trajetória nas categorias de base do Avaí, porém acabou vendido ao Vitória SC, de Portugal, antes mesmo de realizar sua estreia na equipe profissional. O atacante também defendeu o Sporting, o Rennes e o Leeds, clube inglês onde estava quando recebeu sua primeira convocação para defender a Amarelinha no ano de 2021.
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O distanciamento do público brasileiro
Durante a conversa com os jornalistas, o atleta foi bastante sincero ao comparar o tratamento que recebe em solo nacional com o reconhecimento que possui no exterior. "Para ser sincero contigo: sinto. Sinto que é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo do que o pessoal de fora que me acompanha mais diariamente lá fora", lamentou. Mesmo diante desse cenário adverso com parte do público, o jogador demonstra foco em sua evolução pessoal e no bem-estar de seu círculo familiar. "Mas eu acredito que, se eu preciso me provar para alguém, é para mim, meus pais, minha esposa, meu filho, tenho que me provar a eles a cada dia. Infelizmente não posso mudar o gosto das pessoas. Entendo que tem gente que não gosta do meu futebol, tem gente que gosta e está tudo bem", ponderou Raphinha.
Compromisso e entrega dentro de campo
O atacante reconheceu que nem sempre consegue manter o nível técnico ideal em todas as partidas, mas garantiu que a dedicação com a camisa da Seleção Brasileira nunca vai faltar. "Eu tento dar o meu melhor sempre. Vão ter dias que não vou conseguir entregar um bom futebol, mas a vontade sempre vou entregar. Isso para mim é algo inadmissível, não entregar vontade dentro de campo. Sempre busco dar o meu melhor", afirmou. Para o jogador, a desconfiança inicial de uma parcela dos torcedores é compreensível pelo fato de não ter criado laços fortes com times locais. "Acho que é natural. Saí muito cedo do Brasil, não tenho conexão com nenhum clube. É natural que a galera desconfie, que não tenha essa conexão. Está tudo bem", opinou.
Os números do atacante na Seleção
Focado na preparação para a sua segunda Copa do Mundo da carreira, Raphinha chega ao Mundial de 2026 com um histórico de 39 partidas disputadas pela Seleção Brasileira, acumulando 11 gols e oito assistências. Um ponto que gera debate entre os analistas esportivos é o jejum de gols do atacante, que não balança as redes pela equipe nacional desde 21 de março de 2025. Na edição passada do torneio, realizada no Catar em 2022, o atleta esteve presente em todas as cinco partidas disputadas pelo Brasil, sendo titular em quatro delas, mas terminou a competição sem participar diretamente de gols. Agora, ele busca reverter esse cenário e conquistar de vez o coração dos torcedores do seu país de origem.
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